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Defesa de José Manuel Espírito Santo vai avaliar condenação

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Alberto Frias

O advogado de José Manuel Espírito Santo, Rui Patrício, não concorda com a condenação mas está ainda a avaliar a mesma, pois o seu cliente foi absolvido de duas acusações

O ex-administrador do BES, José Manuel Espírito Santo, foi sancionado pelo Banco de Portugal pela violação de regras sobre conflitos de interesse e não implemantação de um sistema de gestão de riscos sólido, eficaz e consistente.

O seu advogado, Rui Patrício, afirmou ao Expresso: "Ainda estamos a avaliar a decisão, que embora não mereça a nossa concordância representa uma evolução muito positiva em relação à acusação, pois absolve de duas das acusações e reconhece que não houve dolo da parte do meu cliente em relação às contas da Espírito Santo Internacional (ESI)".

O Banco de Portugal acabou por não condenar José Manuel Espírito Santo pela prática de atos dolosos de gestão ruinosa e da não implementação de sistemas de informação e comunicação adequados, dos quais o tinha inicialmente acusado. Condena-o assim ao pagamento de 525 mil euros, supendendo 50% deste montante durante 5 anos, e a uma inibição do exercício de funções no sistema financeiro de dois anos. Ou seja, terá de pagar apenas 262,5 mil euros.