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OPEP revê em baixa crescimento do consumo de petróleo neste ano

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Oleg Nikishin/GETTy

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo atualizou as suas perspetivas, mas admite que o crescimento da procura permanece em níveis “saudáveis”, acabando por não acordar nenhum limite de produção

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo reviu em baixa a sua projeção para o crescimento da procura global de petróleo neste ano. No final de 2015 a entidade previa que em 2016 o planeta consumiria mais 1,3 milhões de barris diários, mas agora a previsão é de um acréscimo de consumo de 1,2 milhões de barris por dia.

Após a reunião realizada esta quinta-feira em Viena, a OPEP indicou em comunicado que "a procura global deverá expandir-se 1,2 milhões de barris por dia, depois de ter crescido 1,5 milhões de barris por dia durante 2015". "Este crescimento da procura permanece relativamente saudável, considerando os recentes desafios e desenvolvimentos económicos", frisa a OPEP.

A persistência de um excesso de produção face à procura global de petróleo foi um dos fatores que contribuíram para os vários meses de baixos preços desta matéria-prima, um contexto pressionado pelo fim do embargo ao Irão. Contudo, recentemente a cotação do petróleo voltou a subir, com o barril de crude a ser agora negociado em torno dos 50 dólares.

A recuperação do preço veio trazer aos grandes produtores de petróleo algum conforto adicional, e essa terá sido uma das razões para na reunião desta quinta-feira a OPEP não ter acordado nenhum limite à produção dos seus membros, hipótese que chegou a ser apontada por alguns analistas.

"Desde a sua última reunião, em dezembro de 2015, os preços do crude subiram mais de 80%, a oferta e a procura estão a convergir e recentemente as reservas na OCDE manifestaram sinais de moderação", observa a OPEP.

A organização diz também, no seu comunicado, que irá defender uma coordenação entre os países produtores, sejam ou não membros da OPEP, para que seja assegurada estabilidade no mercado petrolífero global e níveis razoáveis e sustentáveis de receitas.