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Infraestruturas de Portugal. Dívida ascende a 8230 milhões de euros

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Os lucros apresentados pela Infraestruturas de Portugal aumentaram 4,2 milhões de euros no primeiro trimestre. Para tal contribuiu o aumento da receita de portagens

Com uma dívida financeira de 8.230 milhões de euros, a Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou ao acionista Estado, no primeiro trimestre de 2016, um aumento dos lucros de 4,2 milhões de euros, em termos homólogos. As portagens renderam mais e a contribuição rodoviária também.

No dia em que comemorou um ano de atividade - a 1 de junho - após o processo de fusão entre as Estradas de Portugual e a Rede Ferroviária Nacional (Refer), o presidente da IP, António Ramalho, cumpre os objetivos propostos, apresentando um aumento dos lucros ao Estado: no primeiro trimestre do ano a IP garante um resultado líquido de 10,6 milhões de euros, ou seja, mais 4,2 milhões de eurosque em igual período de 2015.

A fusão das redes rodo-ferroviárias tinha sido apresentada como uma forma de potenciar sinergias na gestão das infraestruturas. Ao contrário de outros projetos que surgiram no Governo de Pedro Passo Coelho e que foram desfeitos pelo Governo de António Costa, a estratégia seguida para a IP foi reconfirmada pelo atual Governo PS.

E o presidente da IP, António Ramalho, tem cumprido os cronogramas apresentados ao acionista Estado, comunicando agora que os resultados operacionais da IP - o EBITDA - aumentaram 7% no primeiro trimestre, em termos homólogos, atingindo os 160 milhões de europs.

Para este crescimento contribuíram, do lado da receita, o comportamento positivo das portagens, que encaixaram 75 milhões de euros, mais 8% que em igual período de 2015. E a contribuição do serviço rodoviário aumentou 8%, atingindo os 163 milhões de euros.

Na infraestrutura ferroviária, a IP também foi bafejada pela sorte: os rendimentos aumentaram 2,5% pelo acréscimo de serviços adicionais, pois "a tarifa de utilização dos comboios de passageiros manteve-se praticamente inalterada", refere a instituição presidida por António Ramalho. O comportamento do segmento das mercadorias, não foi favorável, atendendo a que a tarifa de utilização de mercadorias caiu cerca de 10%.

Do lado dos custos, os gastos com conservação cresceram 3,6% na rodovia e 4,5% na ferrovia devido às obras de manutenção impostas por um inverno chuvoso.

Mas redução de 3800 trabalhadores também implicou um aumento de 6,6% nos custos com pessoal, em termos homólogos. Por um lado, a IP teve de fazer face a encargos com rescisões e, por outro lado, teve de aumentar o valor das remunerações, devido à reversão em 20% das reduções salariais.

A IP terminou o primeiro trimestre com 3.305 milhões de euros de capital social, devido ao aumento de capital realizado, de 210 milhões de euros. A sua dívida financeira, em termos nominais, ascende a 8.230 milhões de euros.