Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

A sexta à noite não é para trabalhar, diz o Credit Suisse aos seus trabalhadores

  • 333

Andrew Burton/GETTY

O objetivo é dar uma noite livre aos trabalhadores e vale para o período entre as 19h00 de sexta-feira e as 12h00 de sábado

A ordem de serviço chegou por mail, a 23 de maio, e até pode parecer estranha, mas é clara: no Credit Suisse, os trabalhadores têm de deixar o trabalho às 19h00 de sexta-feira e só podem voltar depois das 12h00 de sábado, a menos que haja uma situação de emergência.

"Protecting friday night" ou "protegendo a sexta à noite", em português, é o nome desta iniciativa aplicada nos escritórios do banco na região EMEA - Europa, Médio Oriente e África, com o objetivo de impor um abrandamento no ritmo de trabalho dos seus trabalhadores, explica a agência Reuters, que conta esta história referindo que a medida pode parecer estranha a quem trabalha noutros sectores de atividade, em que sair às 19h00 de sexta feira para passar o fim de semana com a família ou amigos ainda é a norma, mas na banca há quem fique muitas vezes preso ao trabalho, em especial os quadros mais jovens. Por isso, esta nova regra, vem permitir-lhes "encontrar algum alívio".

À Reuters, Marisa Drew, da divisão da banca de investimento do Credit Suisse na região EMEA justifica a ordem interna dizendo que vem dar aos empregados a oportunidade de "fazerem planos com a sua família e amigos, com a garantia de que esse tempo é respeitado". "Damos muita importância às formas de dar algum tempo livre aos nossos funcionários", acrescenta.

Do lado dos trabalhadores, a reação é a esperada, como prova a citação da Reuters de um trabalhador não identificado, animado pelo facto de "passar a poder fazer planos pelo menos uma noite por semana".

A agência de notícias sublinha, aliás, que a medida do Credit Suisse não é inédita. A UBS, por exemplo, deu aos seus trabalhadores duas horas de "tempo pessoal" por semana, numa tentativa de manter a equipa oferecendo um balanço mais equilibrado entre vida pessoal e trabalho. No caso da JPMorgan, a equipa da banca de investimento passou a ter direito aos fins-de-semana completos, excepto de estiver em curso algum projeto urgente.