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PSI 20 com segunda maior queda nas bolsas europeias

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O índice da bolsa de Lisboa perdeu esta quarta-feira 2,2%, com o BCP a afundar-se 10,8%. A Europa fechou em terreno negativo, com o índice WIG 20 de Varsóvia a liderar as quedas. Nas principais praças financeiras europeias, os índices Ibex 35 de Madrid e MIB de Milão perderam mais de 1%

Jorge Nascimento Rodrigues

O mês de junho entrou com fechos das bolsas no vermelho na Ásia Pacífico e na Europa. Na Europa, os índices WIG 20 da bolsa de Varsóvia e PSI 20 da bolsa de Lisboa lideraram as quedas, com recuos de 2,7% e 2,17% respetivamente.

O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) fechou a primeira sessão de junho com um recuo de 0,9% e duas importantes praças financeiras da zona euro como Madrid e Milão encerraram esta quarta-feira com perdas de 1,3% para o Ibex 35 espanhol e 1,2% para o MIB italiano.

Na bolsa de Lisboa, nas 18 cotadas do PSI 20, dezassete fecharam no vermelho, com o BCP a liderar destacadamente as quedas, afundando-se 10,8%. Desde início do ano, o BCP já perdeu 44% em bolsa. A única cotada do PSI 20 a fechar em terreno positivo foi esta quarta-feira a Pharol SGPS com uma subida de 2,1%.

Aviso da OCDE e incerteza sobre eventos marcantes em junho

Neste início de junho, os investidores foram sacudidos pelo aviso da OCDE apontando para um abrandamento do ritmo do comércio internacional este ano e para uma taxa de crescimento da economia mundial em 2016 similar à do ano anterior e para um crescimento na China de 6,5% no limiar mais baixo do intervalo de crescimento defendido por Pequim.

O “sentimento” dos investidores financeiros está marcado pela incerteza sobre o segundo aumento das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (com os futuros das taxas de juro a apontarem para uma probabilidade de 59% na reunião de 27 de julho, apesar de declarações de responsáveis dando a entender que a subida até poderia ser decidida a 15 de junho) e sobre os resultados do referendo no Reino Unido a 23 de junho (uma sondagem realizada pelo The Times/YouGov dá hoje os dois campos – a favor da permanência na União Europeia e contra – empatados, na sequência de duas outras sondagens do Guardian/ICM que ontem apontavam para uma ligeira vantagem do Brexit).

Outros eventos de risco em junho incluem as decisões amanhã na reunião em Viena da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, o primeiro pagamento ao Fundo Monetário Internacional pelo Tesouro grego a 7 de junho, a decisão do Tribunal Constitucional alemão sobre o programa OMT do Banco Central Europeu (BCE) a 21 de junho, os resultados a 24 de junho do primeiro leilão da nova linha de financiamento TLTRO do BCE, e os resultados das eleições legislativas em Espanha a 26 de junho.

Na reunião de amanhã do BCE, também em Viena, serão divulgadas as projeções macroeconómicas dos especialistas do eurosistema e da equipa do banco central - um documento que é publicado trimestralmente ou só pela equipa do BCE ou em conjunto com especialistas do eurosistema - e saber-se-á se a política do banco central face à Grécia se val alterar em virtude do acordo obtido no Eurogrupo.