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Europa abre no vermelho e Tóquio lidera quedas na Ásia

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Na abertura da primeira sessão de junho, o Eurostoxx 50 cai 0,3% e o PSI 20 na bolsa de Lisboa segue a trajetória negativa europeia. O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, liderou as perdas na Ásia Pacífico esta quarta-feira

Jorge Nascimento Rodrigues

Junho abriu no vermelho na Ásia Pacífico, onde a maioria das bolsas já fechou a sessão desta quarta-feira, e na Europa. Os futuros em Wall Street estão, também, no vermelho, indiciando uma abertura em terreno negativo em Nova Iorque. O índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, abriu a cair 0,3%, seguindo a trajetória negativa europeia.

O preço do barril de petróleo de Brent abriu a subir no início da sessão asiática desta quarta-feira, mas inverteu a trajetória uma hora e meia depois e, na abertura da sessão europeia, está a negociar em 49,45 dólares, uma ligeira descida de 0,2% em relação ao fecho de maio. O cartel petrolífero, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), reúne-se na quinta-feira em Viena.

A estratégia da Arábia Saudita de deixar que a quebra abrupta de preços do petróleo até janeiro deste ano fizesse o seu papel paulatino de estreitar o excedente de produção mundial, eliminando concorrentes, parece, finalmente, estar a surtir efeito com a subida de preços para o patamar dos 50 dólares, segundo os ministros do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos e da Nigéria em declarações em vésperas da reunião de Viena. Os cortes de produção no Canadá e na Nigéria em virtude dos fogos em Alberta e do terrorismo no delta do rio Níger deram a sua ajuda, afetando a oferta.

No entanto, este mercado continua a ser marcado por elevada volatilidade em muitas sessões em virtude da complexidade de fatores, incluindo declarações e dados contraditórios, que o influenciam no sentido da subida ou da descida.

Perspetiva medíocre e sombria

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) fez um aviso esta quarta-feira ao divulgar as suas previsões económicas. O secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría disse que a economia global está em dificuldades devido a um comércio internacional fraco e a problemas nos mercados emergentes. Em declarações à Bloomberg TV afirmou que a perspetiva da economia mundial é “bastante medíocre, bastante sombria”.

Oito anos depois da crise financeira, a retoma continua a desapontar, a ser muito fraca, refere a OCDE. A perspetiva de crescimento global do Produto Interno Bruto (PIB) para 2016 aponta para 3% em 2016, sem alteração em relação ao ano anterior. Para 2017 é previsto um incremento modesto. Nas novas perspetivas macroeconómicas para 2016, a OCDE prevê um crescimento de 6,5% para a China, de 1,8% para os EUA e de 1,6% para a zona euro. O crescimento do comércio mundial deverá abrandar de 2,6% em 2015 para 2,1% em 2016.

Bolsa de Tóquio lidera quedas na Ásia

Na Europa, o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) abriu esta quarta-feira a perder 0,3%. As maiores quedas na abertura europeia estão a registar-se nas bolsas de Moscovo, Milão, Madrid e Londres. Mas a trajetória ainda não está definida em algumas das principais bolsas europeias.

Na Ásia Pacífico, Tóquio lidera as quedas na sessão de hoje com o índice Nikkei 225 a perder 1,6% e o índice TOPIX a cair 1,3%. A volatilidade na bolsa nipónica subiu esta quarta-feira 3,8%. Sidney, Xangai e Seul já fecharam no vermelho. Hong Kong negoceia em terreno negativo. Em terreno positivo, fechou os índices de Taiwan e Shenzhen (na China) e estão a negociar ainda os índices BSE Sensex e Nifty 50 da bolsa de Mumbai. O índice MSCI para a Ásia Pacífico caiu esta quarta-feira 0,3%.

A bolsa japonesa reagiu negativamente à decisão esta quarta-feira do primeiro-ministro Shinzo Abe em adiar, novamente, a subida da taxa do IVA de 8% para 10%, agora prevista para outubro de 2019. Em novembro de 2014, Abe havia adiado esse aumento para abril de 2017. A maioria dos economistas nipónicos, refere o “The Japan Times”, critica esta decisão considerada eleitoralista, no quadro de eleições para a Câmara Alta da Dieta (o parlamento japonês) que deverão realizar-se no princípio de julho.