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Bolsas mundiais regressam ao vermelho em maio. PSI 20 perde cerca de 2%

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Depois de ter registado ganhos em março e abril, o índice mundial MSCI caiu 0,19% em maio, empurrado pelas quebras nas economias emergentes, na Ásia Pacífico e na Europa. Nova Iorque ganhou 1,6%. Brent chegou aos 50 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais perderam em maio 0,19%, depois de terem registado ganhos de mais de 7% em março e de quase 1,3% em abril, segundo o índice MSCI mundial que abrange 46 mercados financeiros desenvolvidos e emergentes.

O regresso ao vermelho deveu-se ao mau desempenho dos índices MSCI para a Europa e a Ásia Pacífico que registaram perdas de 1,36% e 1,56% respetivamente. O conjunto das 23 economias emergentes abrangidas pelo índice MSCI emergentes caiu 3,9%. Em contraste, o índice MSCI para os Estados Unidos avançou 1,57%. O índice Nasdaq, da bolsa das tecnológicas, liderou em Nova Iorque ganhando 3,6%.

Maio ficou marcado por dois eventos importantes. O stresse diminui na zona euro depois do acordo no Eurogrupo (órgão dos 19 ministros das Finanças do euro) sobre a Grécia apontando para um desembolso de uma segunda tranche de financiamento no âmbito do resgate que permitirá a Atenas escapar a um incumprimento seletivo de dívida no verão. Nos Estados Unidos registou-se uma reviravolta nas probabilidades da Reserva Federal (Fed), o banco central norte-americano, optar por aprovar uma subida das taxas de juro já no verão. As probabilidades para que tal decisão seja tomada na reunião de 27 de julho subiram de 28% no final de abril para 59% no final de maio, segundo os futuros das taxas de juro da Fed acompanhados pelo Countdown to FOMC da CME.

Corticeira Amorim lidera ganhos, BCP à frente nas perdas

O índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa – que, na realidade, abrange 18 cotadas – perdeu em maio 1,9%, depois de ter registado um ganho no mês anterior. Os piores desempenhos nesse índice registaram-se para o BCP que perdeu 21,9% e a Sonae Capital que caiu 9,9%. O melhor desempenho verificou-se na Corticeira Amorim que ganhou 18,5%. Nas 18 cotadas incluídas no PSI 20, 12 tiveram quedas e seis registaram subidas em maio.

Os piores desempenhos à escala mundial localizaram-se em três economias emergentes, Brasil, Turquia e Argentina. O índice Ibovespa de São Paulo liderou as quedas afundando 9,5%, seguido do XU 100 de Istambul que recuou 8,8% e do Merval em Buenos Aires que perdeu 7,6%. Na Europa, os piores desempenhos registaram-se nas bolsas de Moscovo, Milão e Viena. Na zona euro, o índice MIB italiano caiu 2,1%, liderando as quedas.

Os melhores desempenhos em maio registaram-se nas bolsas da Grécia, Nigéria, Luxemburgo, Irlanda e Índia, com ganhos acima de 5%. Nos periféricos do euro, o índice ASE de Atenas subiu 10,9%, liderando à escala mundial, e o índice ISEQ de Dublin avançou 5,4%. A expetativa de um entendimento entre o governo grego e os credores oficiais europeus ao longo de maio e, finalmente, o acordo no Eurogrupo para a assinatura de um memorando de entendimento suplementar para o terceiro resgate animaram a bolsa ateniense.

Preço do Brent ultrapassa os 50 dólares

O preço do barril de petróleo de Brent subiu 4,5% em maio, mantendo a trajetória ascendente registada desde o mínimo do ano em 20 de janeiro quando caiu para o patamar dos 27 dólares, um mínimo de 12 anos. Desde o final de 2015, o preço do Brent já subiu 33%.

Em maio, o preço do barril Brent chegou a ultrapassar os 50 dólares nas duas últimas sessões tendo chegado a um máximo do ano em 50,86 dólares durante a sessão de 31 de maio. O preço do Brent, a variedade europeia que serve de referência internacional, fechou maio em 49,55 dólares.

Em maio, no conjunto das matérias primas, o índice CRB registou um avanço de 0,84% e o índice S&P GSCI ganhou 2,19%. Mas o índice da Bloomberg para as matérias primas perdeu 0,2%.

  • No mercado secundário da dívida soberana a trajetória foi de redução dos juros das obrigações no mês que finda, mas o prémio de risco para Espanha, Itália e Portugal subiu. Juros das obrigações portuguesas a 10 anos mantêm-se no patamar dos 3%