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Pharol perde 53% nos primeiros 3 meses

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A Pharol (ex-PT SGPS) perdeu €65,9 milhões no primeiro trimestre de 2016, mais 53% do que no mesmo período do ano passado

A Pharol (ex-PT SGPS) perdeu €65,9 milhões no primeiro trimestre de 2016, mais 53% do que no mesmo período do ano passado, segundo relatório e contas consolidadas divulgado no sítio da CMVM, na noite de segunda-feira.

As perdas foram justificadas no essencial com a incorporação dos resultados negativos da associada Oi (€64,1 milhões), segundo o comunicado disponibilizado no sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na internet.

No documento adiantou-se que, já depois do período em referência, a Pharol mudou a sua estrutura societária, designadamente deixando de ter uma participação direta na Oi, tendo-a transferido para a Bratel, que é totalmente detida por si. Assim, a Pharol detém indiretamente 183.662.204 ações ordinárias da Oi, representativas de 22,24% do capital social desta.

A Pharol informou ainda que no final de março terminou o prazo para o primeiro exercício de opção de compra de um total de 42.691.385 ações ordinárias da Oi. Esta opção integra o ativo da Pharol, a par da participação na Oi e dos instrumentos de dívida da Rio Forte, que tem um valor nominal de €897 milhões.

Aquela opção pode ser exercida ao longo de seis anos - a data de referência é 30 de março de 2015 -, mas em cada ano que não seja concretizada perde o direito de o fazer em determinada percentagem. No final do primeiro trimestre de 2016, a parte perdida correspondeu a 10%. Agora, no final de cada ano seguinte a percentagem sobe para 18%.

O documento destacou ainda, entre os principais acontecimentos no primeiro trimestre, a apresentação de ações de responsabilidade contra a Deloitte e os seus ex-administradores Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo.

A ação contra a Deloitte foi justificada por "violação dos deveres contratuais, nomeadamente como auditor externo da Pharol, e que foram causa adequada dos prejuízos sofridos com as aplicações em instrumentos de dívida emitidos por sociedades integrantes do Grupo Espírito Santo".

A Pharol pretende ser ressarcida com a diferença entre os mencionados €897 milhões e o montante que vier a receber no âmbito do processo de insolvência da Rioforte. A ação contra aqueles ex-administradores foi sustentada em uma alegada "violação dos respetivos deveres legais e contratuais", imputando-lhes prejuízos já apurados de €54,9 milhões.