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Movimento do Porto de Lisboa caiu 15,4% até abril

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Sines já tem cerca de cinco vezes a dimensão de Lisboa

Sob o efeito da última greve dos estivadores em Lisboa, o porto de Sines voltou a crescer de janeiro a abril, pesando 53% da atividade portuária do continente, o que já equivale a cerca de cinco vezes o porto de Lisboa. Leixões opera quase o dobro do porto da capital

A atividade do porto de Lisboa caiu novamente nos primeiros quatro meses do ano 15,4%, comparativamente a igual período de 2015, revela a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Esta queda ocorreu depois da atividade do porto de Lisboa ter caído 9,1% de janeiro a março de 2016, em termos homólogos, segundo a AMT. Ao mesmo tempo que Lisboa se "afundou" novamente, Sines aumentou o seu peso na atividade portuária nacional, passando a representar 53% da carga total movimentada nos portos do continente de janeiro a abril, ou seja, 15,6 milhões de toneladas de carga, o que equivale a um volume de operações portuárias 4,86 vezes maiores que as operadas em Lisboa.

Enquanto o movimento portuário do continente bateu um novo recorde absoluto de janeiro a abril, com um volume de carga operada de 29,4 milhões de toneladas - que corresponde, segundo a AMT à "melhor marca de sempre nos períodos homólogos, com um acréscimo de 2,3% comparativamente ao valor registado em 2015" - o porto de Lisboa registou uma queda de 15,4% no mesmo período, em termos homólogos.

O peso da atividade portuária de Sines nos portos nacionais do continente aumentou de 52,2% no primeiro trimestre para os referidos 53% nos primeiros quatro meses do ano, referem os dados da AMT.

O peso do porto de Lisboa no total nacional voltou a cair, regredindo 0,9 pontos percentuais, o que coloca a quaota de mercado nacional do porto de Lisboa nos 10,9%, a uma distância já bastante inferior à dimensão do porto de Leixões, cuja atividade de janeiro a abril pesou 19,8% no total dos portos do continente - quase o dobro do peso relativo do porto de Lisboa nos portos do continente.

Refletindo já o efeito da última greve dos estivadores no porto de Lisboa, foi no mercado de contentores que o porto da capital mais caiu de janeiro a abril, regredindo 25,3% em termos homólogos, segundo os dados da AMT.

Nos primeiros quatro meses de 2016, o porto de mais cresceu no segmento do movimento de contentores foi Setúbal, com um aumento de 38,3%, o que é o melhor desempenho de sempre do porto de Setúbal no mercado de contentores. Este aumento de Setúbal, traduz um aumento da atividade no porto do Sado, no momento em que as tensões laborais aumentaram em Lisboa decorrentes do pré-aviso de greve apresentado pelo Sindicato dos Estivadores.

No mesmo período, até o porto de Figueira da Foz registou um aumento da operação de contentores, de janeiro a abril, em termos homólogos, com um crescimento de 4,3% em volume de TEU (medida-padrão para os contentores com 20 pés de comprimento, equivalentes a seis metros de comprimento).

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