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Confiança dos consumidores e clima económico aumentam em maio

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Indicadores retomam tendência ascendente, de acordo com os dados publicados pelo INE

O indicador de confiança dos consumidores retomou a trajetória ascendente em maio, após ter diminuído no mês anterior, e o clima económico aumentou entre março e maio, divulgou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares) melhorou em maio, alcançando os -11,9 pontos (-12,4 pontos em abril), após ter diminuído no mês anterior e “retomando a tendência ascendente observada desde o início de 2013”.

O indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários setores de atividade), por sua vez, avançou em maio para os 1,2 pontos (dos 1,1 pontos observados em abril).

“No mês de referência, os indicadores de confiança aumentaram no comércio e na construção e obras públicas e diminuíram nos serviços e na indústria transformadora”, refere o INE.

Os indicadores de confiança do INE são calculados através de médias móveis de três meses dos saldos de respostas extremas a inquéritos. Um número negativo significa que houve mais respostas pessimistas do que otimistas.

Segundo o INE, a evolução do indicador de confiança dos consumidores em maio “resultou do contributo positivo das perspetivas relativas à evolução da situação financeira do agregado familiar, da situação económica do país e da poupança”.

Confiança cai na indústria e nos serviços, sobe na construção e no comércio

Na indústria transformadora, o indicador de confiança diminuiu entre março e maio, refletindo o contributo negativo no último mês das perspetivas de produção, enquanto as opiniões sobre a evolução da procura global e sobre os ‘stocks’ de produtos acabados contribuíam positivamente.

Já o indicador de confiança da construção e obras públicas aumentou “ligeiramente” em maio, após ter diminuído “de forma ténue” no mês anterior, em resultado da recuperação das perspetivas de emprego, já que as opiniões sobre a carteira de encomendas registaram uma evolução negativa.

Quanto ao indicador de confiança do comércio, aumentou em abril e maio, observando-se nos últimos dois meses um contributo positivo de todas as componentes, expectativas de atividade, opiniões sobre o volume de ‘stocks’ e sobre o volume de vendas.

Nos serviços, o indicador de confiança diminuiu após ter aumentado “de forma expressiva” em abril, em resultado da evolução negativa das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das apreciações sobre a atividade da empresa.

A Comissão Europeia divulgou também esta segunda-feira que o indicador do sentimento económico aumentou 0,7 pontos na zona euro (para 104,7 pontos) e 0,5 pontos na União Europeia (para 105,7 pontos) em maio face a abril, mês em que o indicador tinha já crescido, invertendo a tendência de quebra verificada desde janeiro.

Segundo dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, entre as cinco maiores economias da zona euro o indicador macroeconómico aumentou em França (1,5 pontos), na Alemanha (0,4) e Itália, tendo recuado em Espanha (-0,4) e na Holanda (-0,1 pontos).

Em Portugal, o indicador do sentimento económico recuou 2,0 pontos em maio, para os 105,2.

A subida do sentimento económico na zona euro resulta de melhorias significativas na confiança dos consumidores e empresários nos setores do comércio de retalho e da construção, enquanto no da indústria esta se manteve estável e registou uma ligeira baixa no setor dos serviços.

O indicador de sentimento económico calculado pelo gabinete de estatísticas da Comissão Europeia mede a confiança e as expectativas dos consumidores e empresas quanto à economia.

O INE e a Comissão Europeia usam metodologias diferentes para calcular os seus indicadores.