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Poupanças recuam 50 anos

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Com a poupança dos portugueses a bater nos mínimos é legítimo pensar num plano nacional de poupança? É uma das saídas. As outras soluções são os PPR e os certificados. Entretanto, saiba o que precisa para ter uma boa reforma

O que é que um artigo sobre poupanças para a reforma tem a ver com a ponte 25 de Abril ou os quatro golos do Eusébio à Coreia do Norte? Em princípio, nada. Mas quando se observa melhor o sobe e desce da linha azul que atravessa estas páginas, percebe-se que a poupança dos portugueses baixou tanto desde os máximos dos anos 80, que é preciso recuar meio século para encontrar outro ano em que os portugueses tenham posto tão pouco dinheiro de parte como em 2015.

De facto, esta série longa da poupança bruta dos particulares da Pordata, que já desconta o efeito da inflação ao longo dos anos, permite comparar quantos milhares de milhões de euros sobram todos os anos depois de todos os gastos e compras dos portugueses. Apesar do rendimento disponível ser hoje incomparavelmente maior, a verdade é que o dinheiro poupado em 2015 recuou a mínimos nunca vistos desde 1966, ano da inauguração da ponte sobre o Tejo e daquela reviravolta épica dos Magriços nos quartos-de-final do Mundial de Inglaterra.

Hoje os portugueses estão a poupar um terço dos milhões que economizaram no pico dos anos 80 e um terço da média da área do euro. Por cada €100 de rendimento disponível, os europeus poupam €12. Os portugueses apenas €4. A taxa de poupança é mais do dobro em Espanha e só quatro países do euro aforram menos dinheiro do que Portugal: a Letónia, a Lituânia, o Chipre e a Grécia.

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