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Porto de Lisboa “difícil de recuperar”

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Elementos da polícia garantiram esta semana a segurança dos camionistas à entrada e saída dos terminais

Luis Barra

O gigante portuário turco Yildirim, que comprou os terminais da Tertir por €300 milhões diz que será difícil recuperar a carga perdida por Lisboa e admite alterar o cronograma de investimentos por causa dos efeitos da greve. Esta sexta-feira a ministra do Mar fez a derradeira tentativa para se chegar a uma solução com consensos


O grupo turco Yildirim, que investiu €300 milhões na compra dos terminais portuários da Tertir — passando a líder do sector em Portugal —, lançou o alerta em declarações ao Expresso: “Será difícil recuperar a carga perdida pelo porto de Lisboa”. Este é o resultado prático de quatro anos de confrontos laborais entre operadores e estivadores, que acabaram por desviar de Lisboa mais de metade do seu tráfego habitual de carga marítima. O cronograma dos investimentos previstos pelos turcos poderá ser alterado por causa da queda da atividade decorrente da greve.

Os restantes operadores portuários locais — de muito menor dimensão que o grupo turco — criticam o “definhamento” consecutivo da carga movimentada no estuário do Tejo. A Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) diz que se “tornou insustentável a gestão das concessões que operam os terminais do estuário do Tejo, confrontados com o efeito de tantos anos de greves realizadas pelos estivadores”. Mais: dizem que “as empresas concessionárias da operação portuária têm de ser urgentemente redimensionadas, sob pena de caírem no abismo e abrirem falência”, adverte o presidente da AOPL, Morais Rocha.

Contra os argumentos invocados pelo Sindicato dos Estivadores, liderado por António Mariano — que quer fazer cair a lei do trabalho portuário, defende a progressão automática da carreira de estivador, reivindica um papel ativo do sindicato na organização do trabalho portuário e recentemente lançou a ideia da nacionalização do sector portuário — a AOPL diz que não tem outra alternativa senão avançar, já na próxima semana, com a notificação dos processos de despedimento coletivo de parte dos 272 estivadores efetivos do porto de Lisboa.

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