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Banco central sem dólares nem euros

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Governador do BNA quer apertar o cerco a alguns grupos estrangeiros

Gustavo Costa, correspondente em Luanda

O novo governador do Banco Nacional de Angola (BNA) alerta que não tem condições para desempenhar as suas funções. Valter Filipe assumiu-o esta semana perante a incapacidade desta instituição de “exercer o papel de regulador e supervisor” do sistema bancário em Angola. Com o país marginalizado pelo sistema financeiro internacional, o governador confessou que, “depois dos dólares”, Angola agora corre o risco de “deixar também de ter acesso a euros”.

O cerco está a apertar e Valter Filipe acusa, agora, “grupos empresariais estrangeiros e bancos de matriz portuguesa de práticas de corrupção e de suspeitas de financiamento do terrorismo internacional”. “Angola é uma porta frágil onda entra todo o tipo de risco financeiro”, diz o governador do BNA, que quer agora “adequar o seu funcionamento às normais prudenciais de Basileia e alinhar com a Reserva Federal dos EUA e o Banco Central Europeu (BCE) para assegurar estabilidade monetária e cambial”, afirmou durante a apresentação do plano de reestruturação do BNA.

Agastado com o facto de “70% das empresas do mercado angolano serem detidas por emigrantes de origem duvidosa”, atribui a bancos controlados por gestores portugueses alegados desvios de divisas para o mercado paralelo e prática de lavagem de dinheiro. Na malha destas denúncias figuram empresas libanesas do sector alimentar que, em muitos casos, operam em Angola em situação migratória ilegal.

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