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Sindicato dos Jornalistas teme despedimentos no jornal “A Bola”

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Conselho de redação do diário desportivo demite-se em desacordo com processo de avaliações em curso na empresa. Administração desmente estar a ser preparado um despedimento coletivo mas não fecha a porta a processo de rescisões voluntárias

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) emitiu esta quarta-feira de tarde uma nota no seu site a dar conta da sua preocupação pelo "processo de rescisões com trabalhadores" que estará em curso no jornal "A Bola". Na nota em causa, o SJ argumenta mesmo que o processo em causa está a ser "baseado em critérios de avaliação irregulares", motivo pelo qual pediu uma reunião com caráter de urgência à administração da Sociedade Vicra Desportiva, proprietária do jornal.

Na sequência deste processo, de resto, o conselho de redacção de "A Bola" decidiu apresentar a sua demissão. Para a próxima terça-feira ficou agendado um plenário de toda a redação para discutir esta situação.

De acordo com informações recolhidas pelo Expresso, o mal-estar provocado por este processo terá sido acelerado terça-feira, quando os trabalhadores da dona do jornal "A Bola" começaram a receber os resultados das suas avaliações - que na maioria terão sido negativas. Uma situação que as fontes da redação ouvidas pelo Expresso interpretam como sendo um preâmbulo para o alegado processo de despedimentos que estará a ser preparado e que poderá atingir mais de uma dezena de trabalhadores do jornal.

Contactado pelo Expresso, o administrador da Sociedade Vicra Desportiva Paulo Cardoso desvalorizou as críticas às avaliações e remeteu esse assunto para o foro da direção do jornal. Até ao momento, o diretor do título, Vítor Serpa, não esteve disponível para comentar o assunto.

Sobre os alegados despedimentos em curso, Paulo Cardoso não fechou a porta a eventuais reestruturações ou emagracimentos de quadros na empresa, mas disse ser completamente falso que esteja, neste momento, a ser preparado um despedimento colectivo na dona do jornal "A Bola". "Não lhe posso dizer que não tenhamos saídas de trabalhadores que vão para outras empresas ou que não abordemos alguns trabalhadores para lhes propormos rescisões amigáveis e voluntárias. Mas não há qualquer despedimento coletivo", garantiu.

Segundo os trabalhadores ouvidos pelo Expresso, a administração de "A Bola" já terá abordado alguns funcionários do jornal para negociar rescisões amigáveis, nomeadamente entre os jornalistas mais antigos e com salários mais elevados. Mas nenhum terá aceitado ainda as propostas colocadas em cima da mesa. Confrontado com esta informação, Paulo Cardoso recusou quantificar o número de pessoas já abordadas ou os objetivos da empresa para a sua redução de quadros.