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Juros da dívida abaixo de 3%

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos desceram no mercado secundário, pela primeira vez desde início de abril, abaixo de 3%. Juros da dívida grega no mesmo prazo de referência já estiveram abaixo de 7%

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT), no prazo de referência, a 10 anos, já desceram esta quarta-feira abaixo de 3% no mercado secundário. Um tal nível de juros já não se registava desde 4 de abril. A descida é de três pontos base em relação ao fecho na terça-feira.

O movimento de descida nesta quarta-feira abrange os periféricos da zona euro com as yields das obrigações gregas naquele prazo de referência a caírem para abaixo de 7%, o que já não se registava desde outubro de 2014. Entre as 8h30 e 8h47, hora de Portugal, as yields registaram valores abaixo de 7%. Agora, estão ligeiramente acima de 7%, o que já não se verificacava desde final de novembro do ano passado, quando atingiu o mínimo desse conturbado ano em que foi acordado em agosto um terceiro resgate à Grécia. Yields em 7% ou abaixo só se verificaram, continuadamente, pela última vez, entre março e outubro de 2014.

O acordo para um desembolso da segunda tranche do terceiro resgate à Grécia alcançado na reunião do Eurogrupo (órgão dos 19 ministros das Finanças do euro), já terminada nesta madrugada de quarta-feira, está a animar o mercado da dívida soberana na zona euro.

O preço dos credit default swaps, contratos contra o risco de incumprimento, a cinco anos, para a dívida grega desceram 5% esta quarta-feira para 906,89 pontos base. A probabilidade de bancarrota helénica naquele horizonte de cinco anos desceu para 43,39%, segundo a CMA.

Os analistas esperam, agora, que o Banco Central Europeu dê luz verde na reunião de 2 de junho, na próxima semana, à inclusão da dívida obrigacionista grega no âmbito do programa de compras de dívida pública no mercado secundário pelo banco central do euro, que está em vigor desde março de 2015 para os restantes membros do euro. A Grécia tem estado excluída deste programa. A concretizar-se a entrada da Grécia no programa, os analistas esperam uma descida ainda mais acentuada das yields das obrigações helénicas.