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Lídia Sequeira acusa Sindicato dos Estivadores de querer manter controlo do Porto de Lisboa

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Alberto Frias

A nova presidente do porto de Lisboa disse esta terça-feira, no Fórum TSF, que o Sindicato dos Estivadores é que está a inviabilizar um acordo, ao querer manter o controlo sobre o porto de Lisboa

A nova presidente do porto de Lisboa, Lídia Sequeira, manifestou-se esta terça-feira preocupada com o despedimento coletivo anunciado pelos operadores, acusando o Sindicato dos Estivadores de querem manter o controlo do porto.

“Eu olho como todas as pessoas com certeza com muita preocupação, porque o porto de Lisboa é um porto que está instalado no principal centro consumidor do nosso país e um dos mais importantes centros de consumidores de toda a Pensínsula Ibérica”, declarou a nova líder do porto de Lisboa, no Fórum TSF.

Segundo Lídia Sequeira, em causa está a posição de força dos trabalhadores portuários que está a impossibilitar um acordo no Porto de Lisboa. “Eu considero que a solução única para este processo de luta passa pela via negocial, mas não foi possível ter um fim positivo, apesar de todos os esforços das administrações nesse sentido”, realçou.

A nova presidente do porto de Lisboa referiu que o argumento invocado por alguns trabalhadores de que há uns têm um contrato coletivo de trabalho, na Porlis, que tem por base 780 euros de entrada, e outros que têm um contrato com melhores condições já não faz sentido. “Infelizmente não foi possível continuar a negociar porque a questão fundamental é a questão de quem controla o processo de produção no Porto de Lisboa. Essa é que é a questão”, insistiu.

O facto de existir mais do que uma empresa de trabalho portuário no porto de Lisboa, garante Lídia Sequeira, também não deve ser uma razão, sublinhando que os portos de Setúbal e de Aveiro estão na mesma situação. “Esta situação que existe hoje no porto de Lisboa é uma situação que se vem deteriorando ao longo dos últimos 10 anos. De facto, o porto de Lisboa no final de 2015 representava 13% de toda a carga movimentadas nos portos nacionais, portanto, foi perdendo a sua importância relativa.”

“Sines e Leixões movimentam 75% de toda a carga por via marítima ou que abastece ou que faz a exportação das mercadorias em Portugal. São esses portos que são determinados no panorama portuário em Portugal”, acrescentou.

Lídia Sequeira referiu ainda que os procedimentos da própria operação portuária diferem completamente daqueles que eram feitos há uns anos atrás e que o Porto de Lisboa não pode ficar para trás face aos congéneres, “Os portos modernizaram-se felizmente. O recursoa a equipamentos cada vez mais sofisticados generalizou-se e é indispensável que Lisboa acompanhe esse processo.”