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Banco de Popular em Espanha é que liderou processo de compra do Banif

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O presidente do Banco Popular em Portugal, Carlos Álvares, não teve intervenção na condução do processo de compra do Banif, disse aos deputados. Os trabalhos foram acompanhados por uma equipa de Espanha e a gestão portuguesa ficou à margem. "O Banco de Popular tem para os processos de fusão e aquisição uma equipa própria", afirmou

Carlos Manuel Álvares não conseguiu responder às perguntas dos deputados sobre o processo de venda do Banif que culminou a 18 de dezembro, quando as regras do jogo - venda voluntária- passou a ser de venda e resolução.

Não sabe porque razão o Banco Popular desistiu na segunda versão de venda do Banif, com que responsáveis mantiveram contactos (Direção Geral da Concorrência Europeia e Banco de Portugal) não sabe que conjunto de ativos estavam a ser analisados pelo banco, nem porque razão o Popular não avançou no dia 19 de dezembro, depois de os seus responsáveis terem vindo a Portugal quando as regras mudaram. Quanto a este último detalhe, apenas diz:"é aminha convicção que não o fez pelo conservadorismo que carateriza a casa mãe. Não devem ter-se sentido confortáveis com o processo (implicava uma resolução)".

Refere, contudo, que a 16 de dezembro entregou um documento que lhe chegou através de e-mail do presidente do Banco Popular em Espanha, ao ministério das Finanças, mas não conhece o seu teor. Serviu apenas de intermediário.

Carlos Àlvares afirma que no Banco Popular existe um departamento que se ocupa de tratar das compras do grupo nas diversas geografias onde este se encointra e que com o Banif aconteceu extamente o mesmo. "A única intervenção que tive foi em Julho/agosto ter transmitido ás autoridades portugueses que queremos crescer em Portugal e o poderíamos fazer também por aquisição", sublinhou. Aliás as equipas de advogados e a auditora que acompanhou o processo também foram espanholas (Deloitte e Cuatrecasas).

Quem acompanhou o processo, acabou por dizer foi a equipa espanhola líderada por Miguel Morales e Samuel Serrano.

A audição durou menos de uma hora. João Galamba acabou por face aos esclarecimentos já dados aos deputados, Miguel Tiago e Joana Barata Lopes do PCPO e do PSD, respetivamente, não colocar questões. Também Mariana Mortágua do BE passou a vez. Referiu, no entanto, ter muitas perguntas para fazer mas como o responsável do Popular não não tinha respostas para dar, a sessão estava "até a ser constragedora", desabafou.

Carlos Álvares, afirma ter feito a sugestão a Espanha e o acionista espanhol decidiu avançar para o concurso de venda do Banif. E quanto ao desfecho que deixou o Popular de fora, acrescentou: "Pessoalmente tive pena, a operação (Banif) teria tido interesse em termos de crescimento para nós".

Finalmente referiu que se os deputados quiserem pode fazer chegar as perguntas aos seus colegas espanhóis que acomapnharam o processo.