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Presidente do BBVA: “Ouvir falar da espanholização transportou-me para alguns séculos atrás”

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A sucursal portuguesa do BBVA perdeu 107 milhões de euros em 2013

DOMINIQUE FAGET/AFP/Getty Images

Luís Castro e Almeida deixa elogios Marcelo Rebelo de Sousa, que “tem feito um excelente trabalho”, e à geringonça de António Costa. “Enquanto o Governo for estável, podem dar-lhe o nome que quiserem”

É um português à frente de um banco espanhol, que diz que “falar em espanholização [da banca] não faz sentido”. Luís Castro e Almeida, presidente do BBVA, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta segunda-feira, garante que a consolidação do sector vai acontecer, mas o banco que representa não estará no centro do processo.

“Há um excesso de capacidade instalada. Olhando aqui para o país vizinho [Espanha], em três anos passou de termos 56 bancos para agora haver 14. Olhando para países da nossa dimensão, a realidade desses países é um número de bancos menor do que o que Portugal tem. Portanto, a consolidação vai acontecer, o próprio mercado vai ditar isso”, diz ao “Negócios”.

Luís Castro e Almeida conta ainda que ouvir falar em espanholização da banca transportou-o “para alguns séculos atrás”. Para o banqueiro, não faz qualquer sentido estar contra o investimento estrangeiro, “seja ele de que nacionalidade for”. Quanto muito, estaremos a falar de um preconceito histórico “desajustado e desatualizado”, sublinha.

Portugal e Espanha são “dois países que se veem, em termos empresariais, quase como uma região, a Península Ibérica. Vejo isso com naturalidade.”

Quanto ao Governo de António Costa, Luís Castro e Almeida diz não estar assustado. A geringonça está a funcionar. “Enquanto o Governo for estável, podem dar-lhe o nome que quiserem.”

Já relativamente a Marcelo Rebelo de Sousa, é ainda mais explicito nos seus elogios."Tem feito um excelente trabalho. Tem feito o que um Presidente deve fazer, e outros o fizeram, que é ser o Presidente de todos os portugueses", disse.