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Horta Osório: recapitalização da CGD terá de ser negociada com Bruxelas

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O presidente do Lloyds Banking Group, António Horta Osório, intervém na conferência organizado pelo "Jornal de Negócios"

Miguel A. Lopes/Lusa

O presidente-executivo do Lloyds diz acreditar nas capacidades do novo presidente da Caixa Geral de Depósitos, com base na sua “reputação e experiência”

“Sendo certo que é necessário recapitalizar a Caixa [Geral de Depósitos], considero que isso terá de ser feito negociando com Bruxelas a imposição de condições que satisfaçam ambas as partes.” Esta é a recomendação que António Horta Osório, presidente-executivo do Lloyds Bank, deixa ao Governo de António Costa sobre o futuro da CGD, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

Para o banqueiro português, a Caixa tem vários desafios pela frente, em parte devido a “erros do passado”. Erros que não se devem voltar a repetir. “É essencial que os contribuintes, nomeadamente os contribuintes portugueses, não voltem a ser chamados para salvar bancos, sejam eles públicos ou privados”, sublinha.

O Expresso noticiou este fim de semana que Governo está a preparar a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos. O valor pode chegar aos quatro mil milhões de euros.

António Horta Osório diz ainda na entrevista ao “Negócios” acreditar nas capacidades do novo presidente da Caixa Geral de Depósitos, com base na sua "reputação e experiência".

Quanto ao futuro da União Bancária, muito está dependente da Alemanha, diz. "Enquanto a União Bancária Europeia não for completada, é natural que sejam adotadas soluções pontuais para os problemas concretos que alguns países/bancos enfrentam atualmente".