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Acordo com estivadores esteve quase a ser assinado, diz Ministério do Mar

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Antes de proporem um despedimento coletivo, os operadores aceitaram desativar a empresa Portlis - criada para fornecer mão-de-obra para a estiva -, para chegarem a acordo com o Sindicato dos Estivadores. Mas tudo voltou à estava zero

Os estivadores do porto de Lisboa "tiveram o processo de negociação na mão, com condições para assinarem um Contrato Coletivo de Trabalho que correspondia ao que predendiam e, sem se perceber porquê, deitaram tudo a perder, numa atitude quase suicida", comentou ao Expresso uma fonte do Ministério do Mar. Agora a Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (AOPL) considera que a solução é avançar para o despedimento coletivo.

A própria ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, manifestou publicamente a sua surpresa quando soube que as negociações entre operadores e estivadores entraram em rutura total.

A ministra referiu que os operadores portuários manifestaram disponibilidade para desativar a empresa de trabalho portuário Porlis, que tem sido uma das principais contestações do Sindicato dos Estivadores - que recorrentemente acusavam os operadores portuários de contratarem mão-de-obra na Portlis - criada inicialmente pelo Grupo Mota-Engil -, sem passarem pela lista de trabalhadores da empresa de estiva credenciada pelo Sindicato dos Estivadores.

A gota de água que fez transbordar todas as negociações foi esta, inviabilizando a assinatura de um Contrato Coletivo de Trabalho. Esta última greve dos estivadores começou a 20 de abril e já foi prolongada várias vezes, tendo em vigor pré-avisos até 16 de junho.