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Wi-fi livre no centro histórico de Lisboa com a Web Summit

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À boleia do evento mundial de tecnologia, vai ser lançado o projeto-piloto na capital para estender ao resto do país

A conferência Web Summit, um dos principais eventos mundiais de empreendedorismo e inovação, que se realiza em Lisboa de 8 a 10 de novembro, vai ser uma oportunidade para “lançar, em fase-piloto, um projeto de wi-fi de acesso livre em monumentos e centros históricos, que será alargado a todo o país entre 2016 e 2017”, adianta Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo. “Vamos aproveitar a embalagem da Web Summit para lançar medidas que vêm acelerar a inovação no turismo e passar a imagem de um Portugal inovador”.

Entre estas medidas, destacam-se programas apoiados pelo Turismo de Portugal virados para a “aceleração de incubadoras no desenvolvimento de negócios com ideias novas no turismo”. Mas o foco vai sobretudo para a própria rede de escolas de hotelaria e turismo, atualmente com 12 unidades de norte a sul, onde foi lançado o programa “Tourism Creative Factory”, destinado a tornar as escolas em ‘fábricas’ que dão corpo a novos negócios a partir de ideias dos alunos.

Segundo a secretária de Estado do Turismo, as 21 delegações de Portugal no estrangeiro também irão estar disponíveis para apoiar as novas empresas do sector nos diferentes mercados externos.

“Não vamos fechar escolas, mas dar-lhes mais força”

“Obriga-nos a todos a pensar fora da caixa, e temos de ter o chip ligado para ajudar as empresas startup a promoverem-se internacionalmente”, salienta. “Este ano decidimos arriscar e pela primeira vez começámos a levar empresas startup a feiras internacionais de turismo. Fomos o único país que se lançou nisso”.

Contrariando ainda o projeto de encerramento de escolas de hotelaria e turismo anunciado pelo anterior Governo, Ana Mendes Godinho frisa que “as escolas de turismo não são para fechar, ao contrário, vamos dar-lhes mais força e ambição, e assumir como prioridade criar aqui formas de as aproximar às necessidades reais do mercado, além de atrair estudantes estrangeiros”. Dá aqui o exemplo do hotel de aplicação da escola de Setúbal, que estava fechado.

Em foco também está o objetivo de aumentar a taxa de empregabilidade das escolas de hotelaria e turismo, que atualmente anda na casa dos 85%. “Mas tem de ser de 100%”, defende Ana Mendes Godinho, frisando que “não há razão para que não haja inserção total no mercado de trabalho dos nossos alunos das escolas de hotelaria e turismo”.

“O turismo continua a crescer, não só em alojamento mas em empresas de animação turística: em 2005 havia no país 56, e em 2015 passaram para 2788. Isto mostra como o software da oferta se enriqueceu, no sentido de transformar as estadas dos turistas em verdadeiras experiências”, salienta a secretária de Estado, lembrando que muitas destas empresas de animação nascem de iniciativas de jovens empreendedores.

A Web Summit, que se prevê trazer 50 mil participantes, vai ser “um momento marcante para mostrar o avanço em tecnologia e inovação que está a acontecer em Portugal”.