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Tailandeses dão nova cara aos hotéis Tivoli

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REMODELADO. O hotel Tivoli Marina Vilamoura foi alvo de “renovação radical” no interior e exterior, que envolveu 4 milhões de euros

O Tivoli Marina Vilamoura é o primeiro a ser renovado pelos novos donos da cadeia hoteleira, o grupo Minor, que vai investir 50 milhões de euros na remodelação de hotéis em Portugal

É como se fosse um hotel novo, a marcar a paisagem da marina de Vilamoura: numa profunda remodelação, realizada entre dezembro e finais de março, o hotel Tivoli foi alvo de investimentos de 4 milhões de euros, que envolveu áreas interiores e exteriores, incluindo a própria fachada.

“Ficou um edifício completamente novo. As fachadas estavam realmente a precisar de intervenção pois o hotel estava um pouco datado, mas agora mudou radicalmente a sua imagem visual”, faz notar Jorge Beldade, diretor do Tivoli Marina Vilamoura, frisando que “com este investimento, o hotel voltou a estar no topo em termos de mercado de luxo no Algarve”.

A intervenção no hotel da marina de Vilamoura é a primeira a ficar concluída pelos novos donos da Tivoli, o grupo tailandês Minor, que anunciou a intenção de investir 50 milhões de euros na remodelação de hotéis em Portugal, quando foi finalizado, a 1 de fevereiro, o processo de aquisição da cadeia hoteleira do ex-grupo Espírito Santo.

QUARTOS PARA FAMÍLIAS. É uma das novidades da remodelação do hotel, permitindo alojar casais com dois filhos

QUARTOS PARA FAMÍLIAS. É uma das novidades da remodelação do hotel, permitindo alojar casais com dois filhos

“Este hotel foi o primeiro a avançar porque precisava de uma remodelação rápida, que já estava prevista, e só não se efetuou há mais tempo por falta de capacidade financeira”, adianta o diretor do Tivoli Marina Vilamoura, frisando haver, por parte do grupo Minor, proprietário da cadeia desde fevereiro, “um grande interesse em fazer renovações nos hotéis em Portugal num curto espaço de tempo”.

Na calha, também já há planos para remodelar outros hotéis do grupo, como o Tivoli Lisboa, o Tivoli Oriente ou o Tivoli Carvoeiro. Mas segundo Jorge Beldade, o próprio Tivoli Marina Vilamoura irá ser objeto de novos investimentos em requalificação, entre o final do ano e o início de 2017, que irão incidir sobretudo no centro de congressos e no restaurante de praia, além da construção de uma nova piscina.

Remodelação permite subir 40 euros por quarto

As varandas foram uma das principais “estrelas” da remodelação agora concluída no Tivoli Marina Vilamoura: em todos os 383 quartos do hotel foram colocados vidros duplos à prova de som e guardas transparentes nas fachadas, permitindo uma vista panorâmica sobre o oceano ou sobre a marina.

Nos novos quartos, os tons predominantes recorrem a uma palete de “azuis frescos e verdes reconfortantes”, espelhando a paisagem envolvente, segundo o projeto de Mário Sua Kay com supervisão da decoradora de interiores, Maria Ilharco. Com esta remodelação, foram também lançados serviços 'premium' em vários quartos do 8º ou 9º pisos (envolvendo facilidades a nível de 'check in', tecnologia ou acesso ao Spa da Banyan Tree), a par de um novo restaurante italiano no hotel, o Oregano.

VARANDAS. Foram uma tónica na remodelação do hotel, tendo todos os 383 quartos vista panorâmica sobre o oceano ou a marina

VARANDAS. Foram uma tónica na remodelação do hotel, tendo todos os 383 quartos vista panorâmica sobre o oceano ou a marina

Segundo o diretor do Tivoli Marina Vilamoura, a intervenção realizada já se está a refletir em melhorias da operação. “Os preços do hotel subiram bastante”, adianta Jorge Beldade, referindo que “esta renovação possibilitou criar novas tipologias de quartos, que trouxeram um incremento do preço médio. Nos quartos novos está a haver um crescimento de 40 euros por quarto”.

O destaque vai para os novos quartos familiares criados no hotel, com mais espaço nos interiores e nas varandas, permitindo alojar “com conforto” casais com dois filhos. “Estamos muito entusiasmados com estes quartos, que estão a ter uma grande procura”, salienta o diretor do hotel, frisando que “já estão a ser rentabilizados para este verão”.

Globalmente, as expectativas apontam em 2016 para um aumento de 20% nas receitas do hotel, como resultado direto desta intervenção. Segundo Jorge Beldade, este investimento em melhorias no hotel também ocorreu numa altura favorável, com o turismo em grande crescimento, e num ano em que as reservas no Algarve começaram a disparar com grande antecedência, já desde fevereiro, para o período de verão.

SUITES RENOVADAS. Com mobiliário em madeira, a decoração privilegiou artesãos e fornecedores locais

SUITES RENOVADAS. Com mobiliário em madeira, a decoração privilegiou artesãos e fornecedores locais

“A procura está a ser muito grande, e os voos estão a ficar completamente cheios. Neste momento já há muitos hotéis no Algarve cheios no verão e que fecharam as vendas aos operadores turísticos”, salienta o diretor do Tivoli Marina Vilamoura, chamando a atenção para o facto de este ano haver um interesse acrescido pelo Algarve por parte de grandes operadores turísticos, como a TUI ou a Thomas Cook, face “às questões na Tunísia, Egito ou Turquia”.

O principal aumento esperado este verão é do mercado inglês, já tradicional do Algarve, uma vez que “a libra está muito forte”. Mas grandes aumentos estão também a sentir-se do lado do mercado alemão, holandês, irlandês ou francês, “que cada vez tem mais expressão”, além “do próprio mercado português ou espanhol, a verdade é que todos os mercados estão em crescimento”.

NA CALHA. O Tivoli Oriente, em Lisboa, será um dos próximos a ser remodelado, segundo os planos da Minor

NA CALHA. O Tivoli Oriente, em Lisboa, será um dos próximos a ser remodelado, segundo os planos da Minor

Segundo Jorge Beldade, desenha-se agora um movimento no Algarve no sentido de reduzir a sazonalidade que tem afetado o destino turístico. “Nos últimos dois anos tem havido tentativas consistentes de reduzir a sazonalidade, designadamente a procura do lado da ANA por novas rotas aéreas no inverno”. Mas é, em grande parte, o efeito da Primavera Árabe e a aposta em 'destinos seguros' que está a trazer os operadores turísticos de volta ao Algarve. “E estão a alargar as operações ao longo do ano, além dos meses de pico. Começa-se a notar aumento de ocupação nos períodos médios e baixos, como os meses de novembro a março”. Como conclui o diretor do Tivoli Marina Portimão, “os sinais são bons, e nota-se novamente uma tendência para a sazonalidade ser mais esbatida no Algarve”.