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Reestruturação da Sonangol pode levar mais de um ano

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A petrolífera angolana, que é acionista do BCP e da Galp, irá em breve operacionalizar a sua reorganização interna, revelou um responsável do Boston Consulting Group

Miguel Prado

O trabalho de definição da nova estrutura de funcionamento da petrolífera angolana Sonangol está concluído, mas a fase de implementação desta reestruturação pode levar mais de um ano, segundo indicou o sócio do Boston Consulting Group para o mercado angolano, Alexandre Gorito.

"A definição do novo modelo foi a fase inicial. Depois haverá a operacionalização, que começará em breve. O prazo será semelhante ao de outros processos de transformação. Nos casos mais simples são normalmente seis a doze meses. Mas este é um caso complexo. As coisas estão a ser cuidadosamente preparadas", explicou o sócio do BCG numa conferência em Lisboa, promovida pela associação AIPN e pela sociedade de advogados Vieira de Almeida.

A Sonangol, que é acionista de referência do BCP e acionista indireta da Galp, passará por uma reorganização que visa eliminar ineficiências. Um processo que acontece depois de o Estado angolano ter sido confrontado com os problemas financeiros decorrentes da queda acentuada do preço do petróleo.

Na renovada Sonangol, que até hoje tinha mais de 80 subsidiárias no seu grupo, haverá três holdings de topo, uma para as operações de petróleo e gás, outra para os serviços ligados aos negócios de petróleo e gás e ainda uma outra para concentrar os investimentos fora da área petrolífera.

Paralelamente, será criado na Sonangol um conselho superior, em que o Estado angolano estará formalmente representado, sendo a este nível que serão tomadas as grandes decisões de investimento da companhia, de acordo com o sócio do BCG.

Adicionalmente, o sector petrolífero angolano terá uma agência reguladora que coordenará e fará a supervisão das atividades ligadas aos hidrocarbonetos em Angola.