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Portugueses a trabalhar em part-time querem mais horas no ativo

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O estudo é do Eurostat. 46,4% dos trabalhadores portugueses a tempo parcial gostava de trabalhar mais horas e está disponível para isso. É uma das percentagens mais altas da Europa

Entre os trabalhadores portugueses a tempo parcial, quase metade (46,4%) gostaria de trabalhar mais horas e até está disponível para isso, mas não consegue, indica um estudo do Eurostat relativo a 2015, hoje divulgado.

Nas estatísticas europeias, os níveis mais altos de subemprego, expressão técnica que abrange este grupo de trabalhadores com potencial de mão de obra desaproveitada, registam-se na Grécia (71,8%), Chipre (68%) e Espanha (54,2%), logo seguidos de Portugal. Já a média na União Europeia é de apenas 22,4%, menos de metade da percentagem nacional.

No extremo oposto da tabela, estão a Dinamarca (9,5%), República Checa (9,6%) e Estónia (12%).

No mundo do subemprego, as estatísticas mostram, também, que a maioria são mulheres, com uma percentagem de 66%, acima dos 63% de Portugal.

Já no que respeita ao número total de trabalhadores a tempo parcial, a média europeia é de 20,3% e, em Portugal, fica nos 11,5%.

Os números europeus mostram que na população entre os 15 e os 74 anos 220 milhões de pessoas tinham emprego em 2015, 23 milhões estavam no desemprego e 136 milhões eram economicamente inativos. "Cerca de 8 pessoas em cada 10 com emprego na UE trabalhavam a tempo inteiro e 2 em cada 10 faziam-no a tempo parcial. Entre estes 44,7 milhões , 10 milhões estavam em situação de subemprego, o que significa que queriam trabalhar mais" e isto "representa um quinto 822,4%) do conjunto de trabalhadores a tempo parcial e 4,6% do emprego total na UE em 2015", refere o Eurostat.