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Deloitte vai exportar €20 milhões de serviços de telecomunicações

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Consultora instala em Lisboa centro de competências que vai criar em dois anos 200 empregos qualificados

A Deloitte inaugurou esta quinta-feira em Lisboa o centro de excelência de engenharia de comunicações para a região EMEA (Europa Medio Oriente e Africa). No oprazo de dois anos vai originar uma facturação de €20 milhões.
O centro implicou um investimento inicial que ascende a €2 milhões, incluindo a infraestrutura de rede, software e pessoal. Já tem 50 pessoas contratadas e equipas a desenvolver projetos para a EMEA e também para a Ásia (Tailândia, Indonésia e Filipinas). No espaço de dois a três anos deverá chegar às 200 engenheiros portugueses. “Lisboa coordenará células permanentes deslocalizadas no Dubai, Angola e Brasil e equipas de projeto em trânsito a trabalhar noutros paises”, explica António Lagartixo, sócio da Deloitte.
Certificada pela mundial rede da consultora (tem presença em 150 países), a infraestrutura vai não só fazer projetos para operadores de telecomunicações e monitorizar as suas redes como também vai prestar serviços aos clientes corporativos, desde a conceção e à coordenação da implementação das redes e à sua monitorização.
Bater a concorrência
Para receber este investimento, o escritório português da Deloitte teve “forte concorrência interna de outros países”.“Na região EMEA temos 14 centros de excelência, sendo o de Lisboa dedicado às comunicações um deles”, salienta António Lagartixo.
Porquê Portugal? “Temos uma equipa com massa crítica e com muita experiência em diversas geografias (40 países) e um histórico de projetos entregues com qualidade”, refere o gestor, salientando que a casa mãe também valorizou “a qualidade técnica dos profissionais portugueses, resultado da qualidade da formação das nossas faculdades, operadores e empresas de software”. Importante foi também, acrescenta António Lagartixo, foi “a capacidade de adaptação dos técnicos portugueses às diversas culturas” onde onde o centro de competencia vai atuar.
Alguns projetos poderão implicar a deslocalização temporária de especialistas junto dos clientes em várias geografias e existirão outras tarefas (por exemplo, a monitorização de rede) que serão feitas remotamente a partir de Lisboa. À medida que o centro crescer, António Lagartixo não exclui que o venha a ter polos noutras cidades portuguesas onde existam competências de telecomunicações. E prevê recorrer às ideias inovadoras e com maior valor acrescentado das startups portuguesas e inclui-las na oferta standard deste centro de excelência.