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Sérgio Figueiredo compara o banco ao eletrocardiograma de um morto

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Luis Barra

“Este banco valia zero”, disse o diretor de informação da TVI na comissão de inquérito ao Banif

O diretor de informação da TVI, Sérgio Figueiredo, comparou esta quarta-feira o Banif a um eletrocardiograma de um morto, depois de mostrar aos deputados da comissão de inquérito sobre o banco um gráfico com a cotação bolsista da instituição financeira.

"Este banco valia zero. (...) Se fosse um eletrocardiograma o indivíduo estava morto", realçou o responsável da estação de Queluz de Baixo.

A notícia da TVI de 13 de dezembro de 2015 (um domingo à noite) que o Banif ia ser alvo de uma medida de resolução - que foi atualizada por sete vezes nessa noite em rodapé no canal de notícias TVI24 - é o mote da audição no parlamento do responsável máximo da informação da estação.

A saída de cerca de mil milhões de euros de depósitos do Banif na semana seguinte à da notícia foi um dos temas em destaque, e foi nessa altura do debate que Sérgio Figueiredo traçou uma análise da valorização bolsista do banco.

"É um pouco abusivo atribuir em exclusivo à notícia da TVI tudo o que aconteceu até ao fim da semana", declarou, lembrando que as Finanças e o Banco de Portugal emitiram comunicados na segunda-feira e na terça-feira, respetivamente, que também terão contribuído para a fuga de depósitos.

O jornalista lembra também as "mais de 200 reuniões" que a antiga ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, disse ter tido sobre o Banif para sublinhar que os problemas do banco eram conhecidos e não surgiram com a TVI.

"Eu próprio dei autorização para que a notícia saísse", vincou depois o responsável, que apesar de não ter estado na redação da TVI na noite de 13 de dezembro esteve sempre ligado às informações divulgadas nesse dia pela estação, nomeadamente através do canal de notícias TVI24.

Sérgio Figueiredo está hoje a ser ouvido pelos deputados da comissão de inquérito criada em torno do Banif.

A 20 de dezembro de 2015, num domingo, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.