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Fintech lusas ganham prestígio em Londres

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Pedro Fonseca, presidente e fundador da Crowdprocess, startup considerada a melhor Fintech europeia de 2016 durante o evento Money2020

D.R.

As startups portuguesas da área financeira são em reduzido número, mas já ganham prémios em fóruns internacionais

João Ramos

João Ramos

Jornalista

Fixe estes nomes: CrowdProcess, eBankit, Syndicate Room, DCT Consulting, Magnifinance. São tecnológicas financeiras (fintech) criadas por empreendedores portugueses que estão a dar nas vistas no estrangeiro. Ganham prémios e galardões internacionais e estão bem colocadas nos rankings europeus. A CrowdProcess foi considerada a fintech europeia de 2016 na conferência Money 2020. E a eBankit e a Syndicate Room fazem parte do Top 100 das fintech mais inovadoras do mundo, segundo a consultora KPMG. Um protagonismo surpreendente se se tiver em conta que o ecossistema português de empreendedorismo é pequeno e só uma pequena parte das escassas dezenas de startups tecnológicas que nascem todos os anos em Portugal aposta na área financeira. As que vingam são uma pequena gota no oceano face ao que se passa em Londres, que é hoje o paraíso mundial das fintech. Um sector que, no Reino Unido, representou em 2015 um volume de negócios de €8,3 mil milhões e deu emprego a 60 mil pessoas, segundo a secretária de Estado da Economia britânica, Harriett Baldwin.

Não surpreende, por isso, que a maioria das fintech lusas tenha (ou queira ter) um escritório em Londres para testar a sua oferta e por ser o epicentro dos vultosos investimentos que têm sido feitos no sector nos últimos anos. Não foi por acaso que a Seedrs, uma conhecida plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) fundada pelo português Carlos Silva, e a Syndicate Room, fundada por Gonçalo de Vasconcelos, decidiram ter a sede em Londres.
Para já, a maioria das fintech portuguesas inclui-se na categoria das ‘fintech colaborativas’, ou seja, as que têm como principal alvo vender produtos e serviços às instituições financeiras. Não existem startups nascidas em Portugal na categoria das ‘fintech competitivas’, isto é, as que entram no mercado para competir com as instituições financeiras com ofertas disruptivas — por exemplo, que financiam de forma mais rápida e barata.

Em Portugal, começam a ganhar expressão as fintech especializadas na comparação de produtos financeiros e bens de consumo para ajudar os consumidores a tomar as melhores decisões. É o caso da histórica Kuantokusta e das recém-chegadas ComparaJá e Queseguro. Seja como for, o ecossistema das fintech é muito vasto, existindo diversos modelos de negócio possíveis. Todas têm em comum o objetivo de criar serviços e aplicações financeiras inovadoras e de baixo custo que tiram partido das tecnologias digitais.


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