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Bolsas mundiais no vermelho em maio. Lisboa entre as maiores quedas

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Os mercados de ações estão em trajetória descendente há três semanas consecutivas. Nesta segunda semana de maio perderam 0,5%. O recuo durante a primeira quinzena já soma 2,4%. O PSI 20 caiu 2% esta semana e ficou entre as principais quedas

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais estão no vermelho há três semanas consecutivas. Na primeira quinzena de maio já registaram uma quebra de 2,4%, segundo o índice mundial MSCI, que abrange 23 economias desenvolvidas e 23 mercados emergentes. Durante esta segunda semana do mês perderam 0,5%, de acordo com o referido índice.

O pior desempenho semanal foi registado para o grupo dos mercados emergentes com um recuo de 1,15% para o índice MSCI respetivo que inclui 23 economias. O segundo pior desempenho verificou-se com o índice para a Ásia Pacífico (que inclui três economias desenvolvidas e oito mercados emergentes), que perdeu 1,09% durante a semana. O índice MSCI para a Europa (que abrange 15 economias desenvolvidas, incluindo Portugal) caiu 0,25% e o índice para os Estados Unidos recuou 0,47%. No meio da maré vermelha semanal, a Europa registou a queda mais pequena.

O PSI 20, da bolsa de Lisboa, encontra-se entre os índices com pior desempenho esta semana. Perdeu 2%. No “clube” das maiores quedas semanais, acima de 1%, incluem-se o índice DJ de Xangai, com um recuo de 2,9%, que liderou, o PSI 20, o Hang Seng de Hong Kong, o Dow Jones 30 de Wall Street e o índice geral de Taiwan.

Os melhores desempenhos semanais registaram-se nas bolsas de Manila (o índice geral subiu 6,4%), Atenas (2,8%) e Zurique (2,5%).

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent subiu 5,5% durante a semana. Fechou a 6 de maio em 45,37 dólares e encerrou a segunda semana do mês em 47,89 dólares, tendo chegado a 48,19 dólares durante a sessão de 12 de maio, um máximo do ano. Os índices de matérias-primas registaram, também subidas: 2,6% para o CRB (que abrange 19 commodities) e 3,6% para o S&P GSCI (que inclui 24 commodities).

A expetativa para um acordo em junho de congelamento da produção do cartel petrolífero e de alguns outros grandes produtores, como a Rússia, é muito baixa. O próprio ministro da Energia da Rússia, Alexandre Novak, disse, esta semana, que o excedente de produção deverá manter-se até ao final do primeiro semestre de 2017. No entanto, está a pesar no sentimento dos protagonistas do mercado petrolífero a pressão negativa atual sobre a oferta derivada do fogo florestal na região de exploração de petróleo em areias betuminosas no Canadá e dos ataques terroristas na região petrolífera do delta do rio Niger. São múltiplos os factores que estão a influenciar num sentido ou noutro este mercado e a volatilidade intradiária tem sido elevada.

  • Os juros das Obrigações helénicas e portuguesas recuaram esta semana. O risco dos dois países desceu enquanto subiu nos outros periféricos do euro. Portugal reabriu linha de 10 anos e Espanha colocou pela segunda vez obrigações a 50 anos