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Estado com pagamentos atrasados a fornecedores

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JOSÉ SENA GOULÃO / Lusa

O volume de dívida vencida a mais de 90 dias aumentou 109 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, face ao mesmo período em 2015

O primeiro trimestre de 2016 não traz bons indicadores para o Governo: os fornecedores do Estado estão a receber pagamentos com maior atraso e a dívida também aumentou. De acordo com o "Diário de Notícias" esta sexta-feira, o volume de dívida vencida a mais de 90 dias aumentou 109 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, face ao mesmo período em 2015.

Para já, o problema está muito centrado no sector da Saúde, disse António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal, ao "DN". "Vamos ver o que acontece nestes próximos meses, mas os sinais obrigam-nos a ficar atentos." Para as empresas, atrasos nos pagamentos são sinónimo, de redução da capacidade de tesouraria.

Todas as empresas, tirando aquelas que estão em regime de IVA de caixa, são obrigadas a pagar este imposto Estado, mesmo que o cliente ainda não tenha pago a conta. "Pagamentos em atraso diminuem a massa financeira das empresas, obrigando-as a recorrer ao crédito e isso custa dinheiro", disse Domingues de Azevedo, bastonário da Ordem dos Contabilistas Certificados, ao "DN".

Segundo a Direção-Geral do Orçamento, o prazo médio de pagamento de vários organismos do Estado subiu para os 160 dias, um aumento de 11 dias face ao mesmo período no ano passado. Já a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, conta o "DN", também veio recentemente alertar para o agravamento do volume de pagamentos com atraso superior a 90 dias, cujo valor global atingiu os 1019 milhões de euros em 2016, mais 109 milhões do que em 2015.