Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsas. Ásia fecha no vermelho pelo segundo dia consecutivo. Europa abre em queda

  • 333

As bolsas da Ásia Pacífico recuaram mais de 1% esta sexta-feira, lideradas pelas quedas em Hong Kong e Tóquio. Velho Continente abriu no vermelho. Frankfurt e Milão perdem perto de 1%. Lisboa segue tendência europeia. Preço do Brent cai ligeiramente

Jorge Nascimento Rodrigues

As praças financeiras na Ásia Pacífico fecharam esta sexta-feira com perdas superiores a 1%, segundo o índice MSCI para a região. A Europa abriu no vermelho. Pelas 8h30 (hora de Portugal), Frankfurt e Milão lideravam as quedas, com perdas próximas de 1%. Em Lisboa, o índice PSI 20 seguia a tendência negativa europeia, caindo 0,26%, mas a trajetória ainda não está definida. Os futuros em Wall Street estavam no vermelho, indiciando uma abertura em Nova Iorque em terreno negativo pelas 14h30 (hora de Portugal).

O preço do barril de petróleo de Brent, depois de se ter aproximado do máximo do ano na quinta-feira, acima de 48 dólares, desceu ligeiramente na sessão asiática de hoje. Pelas 8h30 (hora de Portugal), o Brent cotava-se em 47,75 dólares, uma redução ligeira de 0,4% em relação ao fecho do dia anterior. Mas, dada a volatilidade neste mercado, a trajetória não está definida.

A região da Ásia Pacífico fechou esta sexta-feira em terreno negativo pelo segundo dia consecutivo. Tóquio, a terceira maior bolsa do mundo, liderou as quedas com o índice Nikkei 225 a perder 1,41%. A queda do índice Hang Seng em Hong Kong ficou perto de 1%. Na China, as bolsas de Xangai e Shenzhen perderam um pouco mais de 0,3%

Na Europa, pelas 8h30 (hora de Portugal), os índices Dax alemão e MIB italiano perdiam perto de 1%, tal como o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro).

Foram já divulgados os dados da inflação em abril para a Alemanha e Espanha. A inflação anual (harmonizada) passou a terreno negativo na Alemanha e mantém-se em trajetória deflacionária desde agosto de 2015 em Espanha. A inflação anual germânica caiu para -0,3% em abril face a 0,1% no mês anterior. No nosso vizinho peninsular, a inflação anual em abril foi de -1,2%, ainda mais baixa do que no mês anterior quando registou -1%. Recorde-se que a estimativa para a inflação anual em abril, na zona euro, é de -0,2%.

As quedas na Ásia Pacífico e, por ora, na abertura europeia seguem o recuo registado na quinta-feira, com o índice mundial MSCI a perder 0,2%. As bolsas mundiais fecharam ontem no vermelho pelo segundo dia consecutivo, com todos os índices regionais em terreno negativo. A Europa, que havia aberto em terreno positivo, fechou na quinta-feira com um recuo de 0,78%, segundo o índice MSCI para a região. Entre as principais praças financeiras europeias, o índice Dax de Frankfurt recuou 1,13%, liderando as quedas.

Na quinta-feira, na Europa, o Eurostat divulgou que a produção industrial na zona euro desacelerou em março em termos homólogos (em relação ao mesmo mês do ano anterior) e que, na evolução em cadeia, de um trimestre para o outro caiu 0,8%. O Banco de Inglaterra, na sua reunião de política monetária, manteve o quadro e estímulos sem alteração e deu a entender que procederá a uma primeira subida de juros, de 25 pontos base, apenas no segundo trimestre de 2019. Reviu, ainda, em baixa a previsão de crescimento para este ano de 2,2% para 2% e alertou para o impacto negativo de uma opção pela Brexit (saída da União Europeia) no referendo de 23 de junho. O índice FTSE 100 da Bolsa de Londres fecharia o dia a cair quase 1%.