Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Bolsas. Ásia fechou “mista”. Bruxelas e Lisboa lideram subidas na Europa

  • 333

Singapura e Tóquio puxaram pelas bolsas da Ásia Pacífico, mas Hong Kong e Xangai fecharam no vermelho. Europa com tendência positiva. Preço do Brent aproxima-se de máximo do ano

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Ásia Pacífico fecharam esta quinta-feira “mistas”. Singapura e Tóquio encerraram com ganhos e Mumbai negoceia em terreno positivo. O índice da bolsa da cidade-Estado subiu 0,46% e o Nikkei 225 em Tóquio avançou 0,41%. No vermelho fecharam Hong Kong, com o índice Hang Seng a registar a maior queda da região, caindo 0,71%, Seul, Sidney e Taipé. Na China, os índices compostos de Xangai e Shenzhen fecharam ligeiramente abaixo da linha de água, mas o índice CSI 300 (das trezentas principais cotadas nas duas bolsas) subiu 0,24%.

A Europa abriu com ganhos. Pelas 11h30 (hora de Lisboa) os índices BEL 20 da bolsa de Bruxelas e o PSI 20 de Lisboa lideravam as subidas, avançando 1,6% e 1,13% respetivamente. Em Lisboa, as ações do BCP lideravam as subidas, com um ganho de 3,8%. O Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) subia 0,73%. Os futuros em Wall Street estavam em terreno positivo, indiciando uma abertura em alta de Nova Iorque pelas 14h30 (hora de Portugal).

A queda da produção industrial na zona euro em março não parece ter marcado negativamente os investidores esta quinta-feira de manhã na Europa. Segundo o Eurostat, a produção industrial nos 19 países da moeda única caiu 0,8% em março em relação ao mês anterior; duas das maiores quebras registaram-se na Irlanda (-10,6%) e na Grécia (-4,1%). Em termos anuais, a produção industrial subiu apenas 0,2% em março deste ano em relação a março do ano passado. Um crescimento homólogo que ficou abaixo do aumento de 0,8% em fevereiro de 2016 em relação ao mesmo mês do ano anterior. A alta do preço do barril de petróleo está a animar, por ora, os investidores em bolsa.

Preço do barril de Brent acima de 48 dólares

O mercado petrolífero está a ser animado por um movimento altista nas três últimas sessões consecutivas. Na terça e na quarta-feira subiu 8,5%, depois de uma quebra de 5,5% na segunda-feira. Esta quinta-feira, o preço do barril de Brent já subiu até 48,04 dólares pelas 11h05 (hora de Lisboa), próximo do máximo do ano registado a 28 de abril.

Pelas 11h30 (hora de Lisboa), o Brent cotava-se em 47,84 dólares, uma subida de 0,9% em relação ao fecho no dia anterior.

A volatilidade tem sido elevada em maio. Os mercados petrolíferos reagiram hoje à divulgação pela EIA norte-americana, o organismo oficial de informação em matéria de energia, do nível de stocks no país que baixou em 3,4 milhões de barris na semana passada.

As interrupções de produção no Canadá (em virtude do fogo florestal em Alberta na região de exploração de petróleo em areias betuminosas) e na Nigéria (em virtude de ataques dos grupos terroristas na região petrolífera do delta do rio Niger), bem como os riscos crescentes na Líbia e na Venezuela estão a afetar negativamente este mercado.