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Juros da dívida grega e portuguesa lideram descidas nos periféricos

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No dia em que Portugal regressou aos leilões de dívida a 10 anos, os juros no mercado secundário caíram para 3,24%, ligeiramente abaixo da taxa paga na emissão de €1150 milhões. Juros da dívida grega a 10 anos caem para níveis de novembro do ano passado

Jorge Nascimento Rodrigues

O dia ficou marcado no mercado secundário da dívida por uma descida das yields das obrigações no prazo de referência, a 10 anos, dos periféricos do euro. Mas nessa descida destacaram-se Grécia e Portugal.

As yields das obrigações gregas naquele prazo caíram em relação ao dia anterior 30 pontos base para 7,48%, um nível que já não se registava desde novembro de 2015, prosseguindo uma descida desde o início de maio quando se situava acima de 9%. A expetativa de um acordo para o fecho do primeiro exame ao terceiro resgate na reunião do Eurogrupo a 24 de maio com o consequente desbloqueio da tranche financeira de 5,7 mil milhões de euros diminui o risco de incumprimento de pagamentos em junho e julho ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Central Europeu.

E, no caso das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos, a queda foi de 11 pontos base, com as yields a descerem para 3,24%, um nível próximo da taxa de colocação verificada no leilão de OT com o mesmo prazo que decorreu esta quarta-feira de manhã. O Tesouro português regressou esta quarta-feira ao mercado de emissão reabrindo a linha de OT com vencimento em 2026 colocando 1150 milhões de euros pagando uma taxa de 3,252%, ou seja, 11 pontos base acima da taxa paga na emissão similar a 9 de março. Até à data, o pico deste ano das yields das OT a 10 anos no mercado secundário ocorreu em fevereiro registando mais de 4%. As colocações de março e, agora, de maio registaram taxas muito abaixo desse máximo do ano.

O mercado de emissão de dívida ficou marcado esta quarta-feira pela colocação sindicada pelo Tesouro espanhol, através de um conjunto de bancos, de 3000 milhões de euros em obrigações a 50 anos. O Tesouro pagou uma taxa de 3,489%, inferior a 4,02% na operação similar em setembro de 2014, quando Espanha colocou, pela primeira vez, títulos com tão longo prazo. Segundo o Ministério da Fazenda espanhol mais de 83% dos investidores nesta operação não são espanhóis; a maioria procede da Alemanha, Suíça, Reino Unido e Irlanda.