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Eis o hino às costureiras que a indústria do vestuário quer distribuir pelas igrejas

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D.R.

Para valorizar uma das profissões mais exportadoras do país, a Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção recuperou o hino a Santa Catarina de Alexandria, a padroeira das costureiras. Objetivo é distribuir o CD pelas igrejas do país

Uma grata paixão nos domina, nesta amável, solene função. Render culto à imortal Catarina, p’rá costura pedir proteção!

Assim começa o hino das costureiras que a Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC) acaba de recuperar num CD que pretende distribuir pelas igrejas do país, sobretudo nas regiões do Vale do Sousa, Ave e Cávado, onde há mais empresas do sector.

“O Hino – que retoma o poema do Padre Querubim de Sousa, de 1960, a melodia de Resende Dias, de 1961, e conta com a harmonização de Luís G. Magalhães – pretende ser mais um elemento na valorização da profissão de costureira, que tanto tem para dar ao país”, explica ao Expresso o presidente da ANIVEC e do grupo Calvelex, César Araújo.

Este industrial, filho e neto de alfaiates, defende que os profissionais do vestuário têm não só uma rica tradição histórica como uma importância fulcral para o futuro da economia portuguesa.

Segundo a ANIVEC, o sector do vestuário emprega em Portugal cerca de 100 mil pessoas, um número que tem vindo a crescer nos últimos dois anos. As 4.000 empresas do sector conseguiram exportar €2,9 mil milhões para todo o mundo em 2015 e as vendas ao estrangeiro continuam a subir em 2016, tendo aumentado 4,6% no primeiro trimestre. A ambição da ANIVEC é aumentar, no mínimo, as exportações em 20% até 2020.

Para a ANIVEC, valorizar uma das grandes profissões exportadoras do país também passa por recuperar o património da indústria de vestuário e alfaiataria. Segundo César Araújo, os documentos já quase desvanecidos com o Hino a Santa Catarina de Alexandria, padroeira das costureiras e estilistas, foram encontrados por membros da Confraria de Nossa Senhora de Agosto e São Bom Homem na Capela dos Alfaiates, um edifício datado de meados do século XVI na Cidade do Porto.