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Intermarché manteve vendas nos 1,9 mil milhões em Portugal em 2015

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Insígnia do Grupo Os Mosqueteiros mantém plano de investimento de 200 milhões de euros para abrir 63 lojas novas até 2020 e aumentar quota de mercado no retalho alimentar de 9,9% para 13,5%. Vendas em 2016 deverão crescer 2%.

O Intermarché fechou o ano de 2015 com um volume de vendas em Portugal na ordem dos 1,9 mil milhões de euros. O número foi hoje divulgado pelo administrador da insígnia Vasco Simões num encontro com jornalistas, revelando que este número esteve "em linha com o registado no ano anterior" pelo Intermarché no mercado português. Sem contemplar a área de combustíveis, as vendas do Intermarché situaram-se nos 1,35 mil milhões de euros.

De acordo com as informações avançadas pelos responsáveis do Intermarché presentes no encontro, a faturação em linha com os valores de 2014 foi motivada pela ligeira quebra (na ordem de 1%) na faturação associada à venda de combustíveis, que anulou o ligeiro crescimento (também de cerca de 1%) registado nas vendas da área de retalho alimentar.

Na base da quebra de receitas da área de combustíveis esteve a queda no preço da gasolina e do gasóleo. No retalho alimentar, por seu lado, os responsáveis da insígnia do Grupo Os Mosqueteiros destacam que o crescimento ligeiro em 2015 foi condicionado pela "forte atividade promocional e grande pressão nos preços" registada neste sector em Portugal no último ano. Ainda assim o grupo sublinha o facto de o Intermarché ter conseguido manter a sua quota de mercado na distribuição moderna nos 9,9%.

Para o ano em curso, no entanto, Vasco Simões estima que, apesar de se manter o grau de concorrência no sector, o Intermarché consiga aumentar a sua faturação em 2%, colhendo assim os primeiros frutos de uma estratégia de expansão de atividade da insígnia, que prevê atingir o ano 2020 com uma quota de mercado de 13,5% em Portugal.

No âmbito desse processo, de resto, o Grupo Os Mosqueteiros mantém de pé o projeto de investimentos de 200 milhões de euros até 2020, anunciado no ano passado, e que contempla a abertura de 63 novas lojas e 90 postos de combustível. Os administradores do Intermarché não descartam que abertura de algumas destas lojas possa resultar da compra de lojas de outros operadores, como sucedeu no ano passado com a compra de 9 lojas Alisuper.

Tal como no atual parque de 241 lojas Intermarché, os novos supermercados e postos de combustível da insígnia serão explorados por empresários portugueses em regime de franchising. Segundo os responsáveis do grupo, o investimento inicial para a abertura de uma nova loja ronda os 200 mil euros.

Bricomarché e Roady crescem e preparam expansão

Nas outras duas insígnias do Grupo Os Mosqueteiros com operação em Portugal o ano de 2015 trouxe tendências de crescimento na faturação. O Bricomarché fechou o ano com um volume de vendas de 87 milhões de euros, o que traduziu um acréscimo de 3 milhões face ao ano anterior. A Roady faturou 37 milhões de euros, cerca de 300 mil euros acima do volume de vendas obtido em 2014.

Tanto Pedro Subtil, administrador do Briucomarché, como Estelle Pereira, administradora da Roady, garantem que a tendência de crescimento na faturação se acentuou nos primeiros meses de 2016: no caso do Bricomarché o crescimento até abril situou-se "acima dos 10%", enquanto no caso da Roady a evolução superou os 3%.

Também estas empresas têm planos de expansão até 2020. No Bricomarché está previsto um investimento de 60 milhões de euros na abertura de 15 pontos de venda, o que, a confirmar-se, deixará a insígnia com 50 lojas em Portugal. Na Roady está prevista a abertura de 30 novas lojas até 2020, num investimento de 20 milhões de euros que duplicará o número de lojas desta marca hjoje existentes em Portugal.

A abertura de uma loja Bricomarché em regime de franchising implica um investimento inicial de 100 mil euros e as lojas Roady um investimento de 75 mil euros.