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Exportações têxteis começam o ano a crescer 3%

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Exportações intracomunitárias são o principal motor do sector, mas há outros destinos a subir

As exportações da indústria têxtil e do vestuário cresceram 3% nos primeiros três meses do ano, em contraciclo com a tendência de quebra nas exportações nacionais (-2%), No total, as vendas da fileira ao exterior somaram 1,26 mil milhões de euros, um número que combina a subida de 5% no círculo intracomunitário e a quebra de 7% nos destinos extracomunitários.

O crescimento de 3% entre janeiro e março, comparativamente aos mesmos meses de 2015, veio confirmar Espanha como o principal mercado dos têxteis portugueses. À liderança do país vizinho, correspondem 430 milhões de euros (mais 8,9%) e uma quota de 34,1% no bolo total das vendas do sector ao exterior. Entre os destinos em alta, estão, também, em destaque a Alemanha (5%), Itália (7%), República Checa (17%) e Finlândia (18%). Já para o Reino Unido, o quarto maior mercado de Portugal neste sector, com uma quota de 8,5%, as exportações cairam 1,2%, para 106,9 milhões de euros.

Entre os principais destinos dos têxteis lusos, a surpresa negativa veio dos EUA, no quinto lugar no ranking das exportações, com uma quota de 5% e compras de 62,8 milhões de euros, menos 13,5% que em período homólogo do ano passado.

Fora da Europa houve,apesar de tudo, desempenhos positivos em países como a Arábia Saudita (mais 138%), Macedónia (462%), Singapura (144%), Austrália (32%), Paquistão (73%) ou Japão (16%).

No segmento do vestuário, as exportações atingiram os 783,1 milhões de euros, mais 4,6% ou 35 milhões de euros, com a Europa a absorver 92,1% deste valor.

No seu conjunto, as exportações da fileira têxtil valem 11% das exportações nacionais. A balança comercial do sector registou um saldo positivo de 325 milhões e a taxa de cobertura é de 135%.