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Depósitos das famílias engordaram no primeiro trimestre

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O ritmo de crescimento dos depósitos de particulares nos bancos está a acelerar e atingiu em março a maior subida desde 2012, segundo o Banco de Portugal

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O ritmo de crescimento dos depósitos de particulares no sistema financeiro nacional acelerou no primeiro trimestre deste ano, apresentando em março uma taxa de variação anual de 5,3%, acima dos 4,8% registados em fevereiro, segundo o Banco de Portugal.

Entre março de 2013 e março de 2015 as taxas anuais de variação dos depósitos de particulares em Portugal foram tendo oscilações, mas quase sempre em torno de variações nulas (em março de 2015, por exemplo, o crescimento não chegava a 1%). Após o primeiro trimestre de 2015, no entanto, os depósitos das famílias têm crescido de forma consistente.

No final de março os bancos em Portugal tinham 139,3 mil milhões de euros em depósitos de particulares, de acordo com dados publicados hoje pelo supervisor do sistema financeiro. O crescimento anual de 5,3% (registado em março) foi o maior desde julho de 2012, segundo o Banco de Portugal.

Sinal contrário tiveram os empréstimos às famílias, que em março se situavam 2,3% abaixo do nível verificado um ano antes. Embora em queda, o ritmo da descida dos empréstimos é hoje mais ligeiro do que há um ano, quando os empréstimos a particulares em Portugal estavam a cair 3,7%.

Os empréstimos à habitação em março apresentaram uma descida em termos anuais de 3,1%. Já o crédito ao consumo estava em março a crescer 5% face ao ano passado, acelerando o crescimento de 4,5% que tinha tido em fevereiro.