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Gestor do Compete diz que não sai enquanto não o demitirem

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Apesar do Governo já ter nomeado um novo gestor para os incentivos europeus do Portugal 2020, Rui Vinhas da Silva diz que não pode abandonar funções enquanto não receber o despacho de exoneração do ministro da Economia que o despede formalmente

Rui Vinhas da Silva, o professor universitário que lidera o maior programa de fundos europeus às empresas do Portugal 2020 desde dezembro de 2014, diz que não abandona as suas funções como gestor do Compete 2020 até receber do ministro da Economia o despacho de exoneração que o despede oficialmente do cargo.

Rui Vinhas da Silva mantém-se assim no cargo de presidente do Compete 2020 apesar do Governo já ter nomeado uma nova comissão diretiva para aquele programa operacional do Portugal 2020 no último Conselho de Ministros que teve lugar na passada quinta-feira.

Ao Expresso, diz continuar sentado à espera do despacho de exoneração que solicitou ao ministro da Economia há uma semana atrás. O professor universitário espera resolver rapidamente a situação, pois segundo os seus advogados, não deverá abandonar funções até receber esse despacho a demiti-lo formalmente.

Rui Vinhas da Silva confirmou ao Expresso que foi chamado à Horta Seca para reunir com o ministro da Economia, Caldeira Cabral, na segunda-feira, dia 2 de maio, três dias depois da notícia do jornal Público já dar como certa a intenção de o Governo o afastar da liderança do principal programa de apoio à competitividade e internacionalização das empresas portuguesas.

O comunicado do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, 5 de maio, diz que foi aprovada uma resolução que nomeia os membros da comissão diretiva deste programa operacional para a competitividade e internacionalização do Portugal 2020, mas não faz qualquer referência à exoneração do gestor Rui Vinhas da Silva.

Em substituição de Rui Vinhas da Silva, o Governo socialista decidiu promover Jaime Andrez de vogal a presidente do Compete 2020.