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É preciso “acelerar recuperação do malparado na banca”

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Alberto Frias

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos, Faria de Oliveira, já avançou com propostas de medidas ao Governo para limpar do balanço dos bancos o crédito malparado

O representante dos bancos em Portugal, Faria de Oliveira afirmou em entrevista ao Jornal de Negócios que a Associação Portuguesa de Bancos (APB) já propôs ao Governo medidas para "acelerar a recuperação do malparado, promover a aceleração na reparação dos balanços dos bancos e diminuir desvantagens", face à Europa.

O presidente da APB diz que este tipo de veículos já foi usado em outros países, mas noutras circunstâncias e "com a possibilidade de apoios estatais que hoje há dúvidas que possam ser utilizados". E que "seria um instrumento interessante desde que não conduzisse a mais problemas de capital", nos bancos.

Sublinha, contudo que a necessidade de medidas para recuperar o crédito malparado têm a ver com medidas "estritamente de natureza fiscal, legal e jurídica". E que o documento que a APB enviou ao Governo tem a ver "com recuperação de insolvências e execução de garantias".

A criação de um veículo, ou como se lhe chamou "banco mau" pode ser interessante para alguns bancos e não para outros, refere Faria de Oliveira. Mas é afirmativo: "o que importa é acelerar a resolução do problema do crédito malparado".