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Bolsas. Ásia fecha "mista", com quebra na China. Europa em terreno positivo

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Forte quebra nas importações e exportações chinesas e crítica do Partido Comunista em Pequim a estímulos monetários provocam perdas nas bolsas de Xangai e Shenzhen. Índice Dax em Frankfurt lidera movimento altista na Europa. PSI 20, em Lisboa, segue tendência europeia

Jorge Nascimento Rodrigues

Na Ásia Pacífico, os analistas e investidores financeiros foram apanhados de surpresa esta segunda-feira com a divulgação dos dados negativos do comércio internacional da China em abril e com uma entrevista de página inteira no órgão do Partido Comunista criticando a “fantasia” de se insistir em estímulos monetários face a um quadro de crédito malparado significativo e de alavancagem financeira. As quebras nas duas bolsas chinesas marcaram o início desta segunda semana de maio na região com as bolsas a fecharem esta segunda-feira “mistas”.

A Europa abriu com um movimento altista, com o índice Dax em Frankfurt a liderar as subidas nas principais praças financeiras pelas 9h30 (hora de Portugal) e o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas na zona euro) a ganhar 1,1%. Em Lisboa, o índice PSI 20 subia 0,63%, com as ações da Altri a liderarem as quedas perdendo 4,7%. Os futuros em Wall Street estavam em terreno positivo, indiciando uma abertura das bolsas de Nova Iorque em terreno positivo pelas 14h30 (hora de Portugal).

No mercado petrolífero, o preço do barril de Brent subiu durante a sessão asiática subindo para 46,24 dólares, face a um fecho de 45,37 dólares na sexta-feira passada. Pelas 9h30 (hora de Portugal), o Brent cotava-se mais baixo, em 45,94 dólares, mas mesmo assim acima do preço de encerramento no final da semana passada. O mercado está a sofrer o impacto negativo do fogo gigantesco abrangendo as zonas de exploração petrolífera canadiana em areias betuminosas na província de Alberta.

“Diário do Povo” diz que é preciso acabar com a “fantasia”

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam “mistas” esta segunda-feira com Xangai, Seul, Shenzhen e Taipé a fecharem no vermelho e Hong Kong, Sidney e Tóquio a encerrarem em terreno positivo. O índice composto de Xangai perdeu 2,79% e o de Shenzhen caiu 3,59%. Nas subidas no conjunto das principais praças financeiras da Ásia, os dois índices da bolsa de Mumbai ganhavam mais de 1,5% pelas 9h30 (hora de Lisboa).

A China divulgou esta segunda-feira os dados do comércio internacional de abril que indicam a acentuação do abrandamento económico da segunda maior economia do mundo. Em dólares, as exportações recuaram 1,8% em abril face a um salto de 11,5% no mês anterior e as importações afundaram-se 10,9% no mês passado face a uma quebra de 7,6% em março.

Os analistas foram surpreendidos com uma entrevista de página inteira publicada na edição em chinês do “Diário do Povo”, o órgão do Partido Comunista da China, em que um alto “responsável” não identificado avisava que é necessário acabar com a “fantasia” de usar os estímulos monetários para impulsionar a economia. O responsável apontava como prioridade a desalavancagem financeira e o foco na resolução do crédito malparado. Na entrevista afirma-se que a estratégia seguida é como "fazer crescer uma árvore no ar" e que um rácio de alavancagem excessivo conduz a uma crise financeira. A entrevista tem 11 mil caracteres chineses e surge logo na segunda página do diário com uma chamada de grande dimensão na primeira página.

  • Os mercados de ações perderam em todo o mundo quase 2% da sua valorização durante esta semana. A maior queda “regional” registou-se na Europa. Entre as principais praças financeiras as maiores descidas ocorreram em Istambul, Hong Kong, Moscovo, São Paulo e Milão. Preço do Brent caiu 2,8%