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Patrão da China Three Gorges em Lisboa para fazer lóbi sobre EDP

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Lu Chun foi recebido em Belém por Cavaco Silva quando era presidente executivo da elétrica chinesa

Luis Barra

Encontros com António Costa e Marcelo. Na REN, State Grid também não está satisfeita

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente não-executivo da China Three Gorges (CTG) já tem viagem marcada para Portugal. Lu Chun estará em Lisboa de 24 a 27 de maio e, na sua agenda, estão encontros de alto nível com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o primeiro-ministro, António Costa, segundo apurou o Expresso. A visita acontece quatro anos depois de a companhia chinesa ter oficializado a compra de 21,35% do capital da EDP.

Um dos pratos fortes que o patrão da Three Gorges traz a Lisboa é a reivindicação do fim da Contribuição Extraordinária do Sector Energético (CESE) e a contestação de outras medidas aplicadas à EDP, que contrariam as expectativas que a CTG tinha quando acorreu à privatização da empresa, pagando €2,7 mil milhões ao Estado.

Passados quatro anos, a CTG continua a ser o maior acionista da EDP. Mas poderá ir mais longe? No corrente mês de maio termina o período de bloqueio da participação chinesa na elétrica portuguesa. A partir de agora, a Three Gorges poderá comprar e vender ações da EDP. E o mesmo é válido na REN, onde a também chinesa State Grid adquiriu em 2012 uma posição de 25%. Mas há, em ambos os casos, a questão do limite de votos. Além dos dividendos, de que servirá os chineses comprarem mais ações da EDP e REN se não puderem mandar mais? No caso da EDP, a blindagem está nos estatutos, que podem ser alterados dependendo da vontade dos acionistas. Na REN, essa blindagem está não só nos estatutos mas igualmente no contrato de concessão que a empresa tem (o que implica uma ação do Governo).

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