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Moody’s mantém rating de Portugal em “lixo financeiro”

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A agência mantém a atualização da notação da dívida portuguesa em revisão. Não comunicou esta sexta-feira qualquer alteração nem na avaliação especulativa da dívida nem na perspetiva estável definida em julho de há dois anos. Volta a apreciar a 2 de setembro

Jorge Nascimento Rodrigues

A agência de notação Moody’s comunicou esta sexta-feira que mantém a atualização do rating da dívida portuguesa em revisão. A próxima data, este ano, para tal avaliação é 2 de setembro.

Deste modo, a agência mantém o rating de dívida especulativa, vulgo “lixo financeiro” em relação às obrigações portuguesas de longo prazo. Mantém, também, a perspetiva “estável” que definiu em 25 de julho de 2014.

A Moody's foi a primeira das três principais agências a colocar a dívida portuguesa em "lixo financeiro" a 5 de julho de 2011, classificando-a em Ba2. A Fitch só o faria a 24 de novembro de 2011 e a Standard & Poor's (S&P) a 13 de janeiro de 2012.

A Moody’s agravou aquela notação para Ba3 em 13 de fevereiro de 2012. A notação Ba3 fica apenas um nível acima de dívida considerada altamente especulativa. Melhorou-a, dentro de terreno especulativo, para Ba2 a 9 de maio de 2014 e depois para Ba1 a 25 de julho do mesmo ano. O primeiro nível não especulativo começa em Baa3.

Sete agências de notação cobrem a dívida portuguesa, entre elas as três mais importantes, S&P, Moody’s e Fitch, e uma quarta, a canadiana DBRS, cuja relevância é atualmente crítica por ser a única das agências reconhecidas pelo Banco Central Europeu a dar notação não especulativa à dívida portuguesa. Na semana passada, a agência canadiana manteve a notação BBB baixa com tendência estável para a dívida portuguesa, não a desgraduando para “lixo financeiro”.

A S&P e a Fitch classificam a dívida portuguesa de longo prazo em terreno especulativo, no nível BB+ com perspetiva "estável". A Fitch melhorou a perspetiva para "estável" já este ano, a 4 de março.

No calendário de revisões deste ano incluem-se a Fitch a 19 de agosto; a Moody’s a 2 de setembro; a S&P a 16 de setembro; e a DBRS a 21 de outubro.