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Têxteis. €12,5 milhões para dar a volta ao mundo em 2017

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À espera de passar a barreira dos 5000 milhões de euros nas exportações em 2015, fileira quer dar mais gás às vendas no mercado externo

O projeto From Portugal que leva as empresas portuguesas de têxteis e vestuário às maiores feiras internacionais do sector, vai investir 12,5 milhões de euros na volta ao mundo da fileira em 2017.

O programa da associação Selectiva Moda e da ANIL - Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios para o próximo ano contempla 72 feiras na Europa, América e Ásia, com o objetivo de dar ainda mais gás às exportações do sector, que em 2015 tiveram o melhor desempenho dos últimos 13 anos.

No ano passado, a indústria têxtil e do vestuário, vendeu no exterior 4,8 mil milhões de euros, mais 5% que no ano anterior, o que levou a ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal a antecipar para 2016 o objetivo de passar a barreira de 5 mil milhões de euros nas exportações, um valor que já foi atingido nos primeiros anos da década passada e, no plano estratégico do sector, deveria ser recuperado até 2020.

Nos dois primeiros meses deste ano, as exportações do sector cresceram 5,6%, para os 840 milhões de euros, com o vestuário a dar um salto 7,2%, enquanto os artigos têxteis confecionados, entre os quais os têxteis-lar ganharam 3,6% e os têxteis subiram 2,7%.

O esforço de diversificar destinos, que entre meados de 2015 e o final de 2016 leva mais de 200 empresas do sector a participarem em 85 feiras em todo o mundo, e de promoção externa dos têxteis lusos tem, ainda, o apoio da iniciativa "Fashion From Portugal", que prevê um investimento superior a 1,7 milhões de euros entre 2016 e 2017 para trabalhar a imagem do Made in Portugal nos mercados alvo de Espanha, Estados Unidos, Alemanha e Países Nórdicos.

Espanha é o maior mercado dos têxteis nacionais, com uma quota de 33%, seguida de França (12,7%), Reino Unido (9%), Alemanha (8,5%) e EUA (6%).

Desde 2009, o pior ano da última década e meia para as exportações têxteis portuguesas, a fileira tem vindo a recuperar e já cresceu mais de 38% ou 1,335 mil milhões de euros na frente externa.