Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Juros da dívida portuguesa sobem há duas sessões

  • 333

Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos encerraram esta quinta-feira em 3,27% e o prémio de risco da dívida portuguesa regressou acima de 3 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã. Leilão em Espanha coloca cerca de €4 mil milhões

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT) no prazo de referência, a 10 anos, estão há duas sessões em alta no mercado secundário da dívida soberana. Desde o início do mês de maio já subiram 26 pontos base (o equivalente a 0,26 pontos percentuais) e na sessão desta quinta-feira aumentaram 11 pontos base, fechando em 3,27%. A meio da sessão da tarde, chegou a 3,3%.

As yields das OT foram as únicas que registaram hoje subidas na zona euro. Mesmo as yields das obrigações gregas a 10 anos registaram descidas, apesar de ainda não estar claro se Atenas e os credores oficiais chegarão a uma plataforma de entendimento para a reunião do Eurogrupo (órgão de reunião dos ministros das Finanças do euro) da próxima segunda-feira.

Em virtude de uma descida das yields das obrigações alemãs naquele prazo (designadas por Bunds), que servem de referência na zona euro, o prémio de risco da dívida portuguesa subiu 15 pontos base, fechando esta quinta-feira em 311 pontos base (equivalendo a um diferencial de 3,11 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã). As yields das Bunds desceram para 0,16% e o custo de financiamento das OT no mesmo prazo subiu para 3,27%.

A rentabilidade anual da dívida obrigacionista portuguesa continua negativa. O retorno nas últimas 52 semanas foi de -3.37% face a 21,27% para a dívida grega, 2,27% para a italiana, 1,66% para a irlandesa e 1,5% para a espanhola, segundo o índice da Bloomberg.

  • Quem são os credores da dívida pública portuguesa?

    Contas do Conselho das Finanças Públicas mostram que os estrangeiros estão cada vez menos interessados na dívida pública portuguesa, ao contrário das famílias portuguesas que apostam nos Certificados de Aforro e do Tesouro