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Bolsas. Ásia fecha mista. Europa regista ganhos a meio da sessão

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Índice bolsista de Xangai sobe mas em Hong Kong desce. Atenas, Lisboa e Madrid lideram subidas na Europa. Preço do Brent sobe quase 2%. BCE espera deflação nos próximos meses e alerta para impacto na zona euro do abrandamento nas economias emergentes

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico fecharam esta quinta-feira “mistas”, com as praças financeiras de Tóquio e Seul fechadas, devido a feriados. As bolsas chinesas e de Sidney encerraram com ganhos enquanto Hong Kong e Taipé fecharam com perdas. Nas principais praças da região, o índice composto de Xangai subiu 0,16%, o índice CSI 300 (das 300 principais cotadas nas duas bolsas chinesas) avançou 0,14%, mas o índice Hang Seng de Hong Kong desceu 0,47%.

Na Europa, a bolsa de Madrid lidera as subidas nas principais bolsas, mas cabe a Atenas e Lisboa registarem os avanços mais significativos a meio da sessão de quinta-feira. O Ibex 35 espanhol subia 1,1% pelas 12h (hora de Portugal), o PSI 20 português ganhava 1,4% e o índice geral grego avançava 2,2%, liderando os índices europeus. O Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) registava um aumento de 0,48%.

Em terreno negativo, na Europa, estavam as bolsas de Bruxelas, Moscovo, e Varsóvia.

Frankfurt, Londres e Paris flutuavam em torno da linha de água, ainda sem tendência definida, o que poderá decidir na sessão da tarde o sentido positivo ou negativo no fecho da Europa, dado o peso dessas três praças financeiras europeias.

As praças financeiras de Copenhaga, Estocolmo, Helsínquia, Oslo, Viena e Zurique estão fechadas por motivo de feriados.

Os futuros em Wall Street negociavam em terreno positivo, indiciando uma abertura em alta pelas 14h30 (hora de Portugal).

Deflação e riscos na zona euro

A Zona Euro vai registar provavelmente deflação (inflação negativa) nos próximos meses, reafirma esta quinta-feira o Boletim Económico do Banco Central Europeu (BCE). O relatório de maio sublinha que os riscos para a economia mundial e para a zona euro continuam a ser “descendentes” e que o espaço da moeda única está vulnerável a um abrandamento das economias emergentes. No estudo sobre esta vulnerabilidade, publicado no boletim, o BCE refere que a exposição do conjunto da zona euro aos mercados emergentes é de 15%, com países como a Finlândia, Grécia e Malta com exposições superiores a 20% e a Alemanha perto desse limiar. Portugal tem uma exposição inferior a 10%. China, Rússia e Brasil são os principais emergentes a que a zona euro está exposta no seu comércio externo.

O responsável pela análise de crédito da Moody’s disse que a União Europeia corre o risco de um “momento existencial” mesmo que ultrapasse a crise do referendo britânico. “Mesmo uma ‘pequena’ crise futura poderá ameaçar a sustentabilidade do quadro institucional atual, se coincidir com um sentimento público negativo e desenvolvimentos políticos populistas. Isto poderá criar a impressão de que a questão é quando o sistema quebrará e não se”, afirmou hoje Colin Ellis.

Preço do petróleo em alta

No mercado de matérias-primas, o preço do barril de petróleo de Brent regista 45,78 dólares, uma subida de quase 2% em relação ao fecho de quarta-feira, invertendo a trajetória de descida que se vinha a verificar desde 29 de abril, e que levou a uma correção em baixa do preço do barril na ordem dos 7%.

O sentimento altista no mercado petrolífero está a ser influenciado esta quinta-feira pelo impacto da guerra civil na Líbia e por um fogo na região de exploração de petróleo em areias betuminosas na província de Alberta no Canadá. A divulgação de que se registam quebras de produção no Brasil, norte do Iraque, Nigéria e Venezuela, também, reforça aquela tendência altista de preços.