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Sonae Indústria regressa aos lucros

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Sete anos depois, empresa volta a registar resultados positivos num trimestre

"O primeiro trimestre de 2016 representa um ponto de viragem na performance da companhia. Atingimos o primeiro trimestre positivo de resultados líquidos desde 2009", afirma Rui Correia, presidente executivo da Sonae Indústria, ao anunciar que a empresa registou um lucro de 3 milhões de euros entre janeiro e março, um número que compara com um prejuízo de 11 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

Ao fim de uma série contínua de sete anos de resultados líquidos trimestrais negativos, a Sonae Indústria viu, também, o EBITDA melhorar 29%, para os 32 milhões de euros, com a margem a atingir 12,3% (mais 2,8 pontos percentuais), enquanto o volume de negócios subiu um milhão de euros, para os 259 milhões de euros, a dívida líquida caiu 19 milhões de euros, para os 578 milhões, e o índice médio de utilização da capacidade melhorou 1,1 pontos pecentuais, para 80%.

No comunicado de apresentação de resultados enviado à CMVM, Rui Correia sublinha que a empresa conseguiu, nestes primeiros meses do ano, "manter o foco na execução do plano estratégico definido, com o objetivo de tornar a Sonae Indústria mais rentável e sustentável" e obter as autorizações dos reguladores de concorrência europeus e sul-africanos para concretizar a parceria estratégica com os chilenos da Arauco.

Para este desempenho, contribuiram "as melhorias operacionais resultantes do processo de reorganização da Sonae Indústria e o reforço das margens em todas as operações". A redução dos custos fixos totais nas operações continuadas foi de um milhão de euros, refere a empresa.

Na análise do trabalho feito, a Sonae Indústria destaca a "estratégia de concentração da atividade nas unidades industrais mais eficientes, que abre perspetivas de desenvolvimento futuro" e é reforçada pela parceria com a Arauco para os mercados da Europa e África do Sul.

Quanto a investimentos, a empresa aplicou 4,4 milhões de euros no primeiro trimestre do ano nas áreas da manutenção, saúde e segurança e está a aplicar mais 11 milhões de euros para aumentar a capacidade de produção de revestimento a papel melamínico na unidade do Canadá.

"Após a conclusão da nossa reorganização industrial, somos hoje uma empresa um pouco menor, mas muito mais eficiente, e com um conjunto de ativos de elevada qualidade. Acreditamos que os resultados deste trimestre são um sinal claro do mérito da estratégia que temos vindo a implementar, suportada em pilares chave, nomeadamente eficiência industrial, foco no cliente e orientação dos processos internos para a melhoria continua", comenta o presidente executivo da Sonae Sierra.

Na apresentação dos números de 2015, que fechou com um prejuízo de 16 milhões nas operações contínuadas (o grupo vendeu várias unidades), Rui Correia já tinha admitido a possibilidade da empresa regressar aos lucros em 2016.