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“Nunca houve nenhuma indicação para que o Banif fosse vendido ao Santander”

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António Cotrim/ Lusa

Ricardo Mourinho Félix garante que não houve nenhuma indicação de Bruxelas para que o Banif fosse vendido ao Santander. Houve, sim explicou, uma tentativa de impor um bail in da dívida sénior, o que implicaria uma perda total, o que o Governo recusou fazer

"Nunca houve nenhuma indicação para que o Banif fosse vendido ao Santander", assegurou o secretário de Estado do Tesouro, Mourinho Félix, na comissão parlamentar de inquérito. E prosseguiu, explicando: "o Banco Popular foi o banco que se mostrou mais Interessado", mas depois acabou por não avançar com uma proposta vinculativa para a venda com resolução como acabou por acontecer.

Mourinho Félix disse ainda que a proposta do Banco de Popular "era muito má" e que o fundo norte-americano não fez qualquer proposta vinculativa.

O secretário de Estado explicou que no dia 17 de dezembro de 2015 acompanhou o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a Bruxelas para reuniões com a Direção Geral da Concorrência e o Banco Central Europeu e que houve encontros com os respectivos presidentes Margrethe Vestager e Mário Draghi. "A mensagem que recebemos foi que resolvêssemos o problema com o Banif o mais rapidamente possível, que as questões a resolver sobre o sistema bancário português teríamos tempo de o fazer".

"A oferta vinculativa do Santander chaga na sexta-feira (dia 18 de dezembro de 2015), e durante muito tempo só havia a do Santander. Não havia maneira de a do Banco Popular chegar", acrescentou.