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Maria Luís avisou o PS que o Banif poderia estar em risco de falência por causa da investigação aprofundada

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Marcos Borga

A então ministra das Finanças avisou o PS, num encontro a 12 de novembro de 2015, que havia o risco de a ajuda de Estado que tinha sido dada ao Banif no início de 2013 poder ser considerada ilegal, no âmbito do processo de investigação aprofundada em curso, o que a acontecer obrigaria o banco a reduzir o capital em 700 milhões de euros, o que poderia levar à sua falência, contou esta quarta-feira no Parlamento o secretário de Estado Adjunto do Tesouro e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

O secretário de Estado conta que nesta reunião entre elementos do governo ainda em funções e o PS, onde estava também Mário Centeno, Maria Luís Albuquerque disse que queria falar da TAP e do Banif, e explicou que o processo de investigação aprofundada à ajuda pública ao Banif estaria concluído até ao final do ano de 2015, e que era grande a probabilidade de vir a ser considerada uma ajuda ilegal. Isso, defendeu a ex-ministra, levaria a uma redução de capital no montante de 700 milhões, o que poderia levar o banco à falência. Maria Luís explicou ainda que a situação era grave. "Não houve nenhuma referência por parte de Maria Luís à venda temporária", explicou.

Ricardo Mourinho Félix reconhece que seria "nefasto" para o banco se a ajuda fosse considerada ilegal, como parecia indicar que seria isso que iria acontecer. A Comissão Europeia já tinha avisado também que o governo que viesse a tomar posse teria de avançar com o processo e tentar resolvê-lo até ao final do ano, se não depois teria arcar com as consequências.

PSD puxa as orelhas a Mourinho Félix

Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD, criticou no início da Comissão Parlamentar de Inquérito o facto de o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, ter escrito já três artigos de opinião sobre o caso Banif, sublinhando que se tratava uma "falta de respeito" pelo parlamento uma vez que ele iria ser ouvido pelos deputados. Mourinho Félix respondeu que respeita a opinião de Abreu Amorim, mas esclareceu que sempre aprendeu que quanto mais informação sobre um assunto melhor, e foi isso que tentou fazer.