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Bolsas. Wall Street fecha em queda. Preço do Brent cai 1%

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As bolsas de Nova Iorque caíram pelo segundo dia consecutivo. Lisboa foi uma das sete pequenas bolsas na Europa que fecharam em alta num dia de maré vermelha. Bolsas mundiais perdem 0,9%. Preço do barril de Brent caiu para 44,72 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque fecharam no vermelho esta quarta-feira com um recuo de 0,59%. Em Wall Street, o índice Dow Jones 30 recuou 0,56% e o índice S&P 500 perdeu 0,55%. Na bolsa das tecnológicas, o índice Nasdaq caiu 0,79%. Foi o segundo dia consecutivo de quedas bolsistas na praça norte-americana.

Na Europa, as principais praças financeiras fecharam em terreno negativo, com o índice RTSI (denominado em dólares) da bolsa de Moscovo a liderar as quedas, registando uma descida de 4,05%. No espaço da União Europeia, o índice Ibex 35 de Madrid liderou as descidas nas principais bolsas, com um recuo de 1,26%. O índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) perdeu 1,34%.

Escaparam à maré vermelha de hoje no Velho Continente sete pequenas bolsas, entre elas a de Lisboa, onde o índice PSI 20 registou um ganho de 0,18%. A liderar as subidas ficou a bolsa de Atenas, com o índice geral a avançar 1,09%.

O pessimismo havia dominado também a sessão asiática desta quarta-feira, com a região Ásia Pacífico a registar quedas bolsistas pelo terceiro dia consecutivo.

As bolsas mundiais perderam esta quarta-feira 0,89%, segundo o índice MSCI global, que caiu pelo segundo dia consecutivo. A maior queda em termos "regionais" registou-se na Europa, cujo índice MSCI respetivo recuou 1,39%.

No mercado de matérias-primas, o preço do barril de petróleo de Brent prosseguiu uma trajetória descendente, fechando esta quarta-feira pelas 21h (horas de Portugal) em 44,72 dólares, uma queda de 1,08% em relação ao encerramento de terça-feira. Desde dia 29 de abril, o preço do Brent, a variedade europeia de referência internacional, já caiu 7,26%. Em 2016 até à data, a cotação do barril de Brent já registou um mínimo de 27,10 dólares, a 20 de janeiro, e um máximo de 48,50 dólares a 29 de abril.

As razões para o pessimismo que tem dominado neste início de maio os investidores prendem-se com sinais de um abrandamento mais acentuado na China (últimos dados da revista financeira Caixin para o ímdice PMI para a indústria, em contração pelo 14º mês consecutivo), a revisão em baixa das previsões da Comissão Europeia para o crescimento e a inflação em 2016 na zona euro, uma percepção de que as políticas monetárias na Zona Euro e no Japão não estão ainda a surtir efeito, e a volatilidade no preço do petróleo.

Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, já pediu "paciência" aos investidores para que aguardem os efeitos do pacote de estímulos adoptado em março (com duas medidas que só entrarão em vigor a 1 de junho) e, esta semana, foi a vez do governador do Banco do Japão (BoJ) fazer o mesmo pedido. Haruhiko Kuroda disse à revista "Emerging Markets" que os benefícios completos da política de "alívio quantitativo e qualitativo" seguida pelo BoJ sentir-se-ão "daqui a poucos meses".