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Bolsas mundiais no vermelho pelo segundo dia consecutivo

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Praças financeiras da Ásia Pacífico fecharam esta quarta-feira com perdas superiores a 1%. Wall Street abriu com os índices em queda e bolsas europeias continuam a negociar no vermelho. Preço do Brent em alta

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque abriram em terreno negativo esta quarta-feira. Em Wall Street os índices Dow Jones 30 e S&P 500 iniciaram a sessão a perder 0,25% e 0,61% respetivamente. Na Europa, as principais bolsas continuam a negociar no vermelho, com o índice Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) a perder 1,04% pelas 14h30 (hora de Portugal). O índice PSI 20 da bolsa de Lisboa está ligeiramente abaixo da linha de água. Entre as principais praças financeiras da União Europeia, o índice Ibex 35 lidera as quedas, com um recuo de 1,04%. À escala da Europa, as maiores descidas registam-se na bolsa de Moscovo, com o índice RTSI (denominado em dólares) a cair 3,82% e o índice MICEX (em rublos) a perder 1,93%.

A região da Ásia Pacífico fechou no vermelho pelo terceiro dia consecutivo. No entanto, o terceiro maior mercado financeiro do mundo, Tóquio, continua fechado em virtude de um período de feriados até sexta-feira. O índice MSCI para a região caiu hoje mais de 1% e acumula já perdas de mais de 2,5% em maio. Esta quarta-feira, a bolsa de Sidney liderou as quedas, com o índice ASX 200 a recuar 1,54%. Na China, as bolsas de Xangai e Shenzhen encerraram ligeiramente abaixo da linha de água e em Hong Kong o índice Hang Seng caiu 0,74%.

A manterem-se as trajetórias na Europa e em Nova Iorque, o conjunto das bolsas mundiais fechará esta quarta-feira no vermelho pelo segundo dia consecutivo. Ontem, o índice mundial MSCI perdeu 1,3%, e na, segunda-feira, recuou 0,33%.

Volatilidade no preço do Brent

O preço do barril de petróleo de Brent fechou a sessão asiática em queda, registando 45,02 dólares, prosseguindo uma descida desde 29 de abril, que viu o preço desta variedade europeia de referência internacional cair mais de 6%. Mas, durante a sessão europeia, o preço do Brent retomou uma trajetória de alta. Abriu a sessão norte-americana cotando-se em 45,85%, uma subida de quase 1,5% em relação ao fecho de terça-feira.

A volatilidade do preço do crude é afetada por duas tendências contraditórias. Por um lado, a expetativa em relação à iniciativa de Doha e a possibilidade de um congelamento da produção dos principais exportadores do cartel da OPEP e de alguns não membros, como a Rússia e outras ex-repúblicas soviéticas. E, por outro, as previsões de que se vai manter o excedente da oferta existente, agravado, este ano, pelas projeções de abrandamento do crescimento mundial. Recordem-se o corte nas previsões sobre o crescimento mundial realizadas pelo Fundo Monetário Internacional em abril e, esta semana, pela Comissão Europeia em relação à retoma modesta na zona euro.

  • Contração industrial na China, corte nos juros pelo Banco central da Austrália, revisão em baixa das previsões de crescimento e inflação na zona euro. Madrid e Milão lideram quedas com perdas superiores a 2,5%. PSI 20 recua 1,7% com BCP a cair mais de 5%. Bolsas mundiais perdem mais de 1%. Preço do Brent em queda há quatro sessões consecutivas