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Novo Banco suspende funcionários que não aceitaram rescindir contrato de forma amigável

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DÚVIDAS. Casos do Novo Banco e do Banif e reversão de privatizações, nomeadamente, contribuem para a desconfiança dos investidores

nuno botelho

Sindicatos consideram suspensão de funções "totalmente ilegal". Mais de 100 trabalhadores, que tinham sido convidados a rescindir contrato, estão impedidos de trabalhar

Na segunda-feira, quando mais de 100 funcionários do Novo Banco, que tinham sido convidados a rescindir contratos de forma amigável mas não aceitaram, chegaram aos seus locais de trabalho, deram, como diz uma expressão popular portuguesa, com o nariz na porta. Segundo o "Público" esta terça-feira, estes foram impedidos de trabalhar: os cartões de abertura de portas deixaram de funcionar, assim como o acesso ao sistema informático lhes foi retirado, o que pode configurar uma violação da lei.

Estes funcionários fazem parte do grupo de 500 colaboradores do Novo Banco, que foram convidados a rescindir contratos - medida que resultou da intervenção do BES.

No final da semana passada, os trabalhadores receberam uma carta a dispensá-los da comparência no local de trabalho até 30 de maio, sem perda de ordenado. Esta não foi a primeira carta: antes já tinham recebido cartas a dispensá-los "do dever de assiduidade". Mas, até então, os funcionários continuaram a deslocar-se todos os dias para os seus locais de trabalho.

Numa dessas cartas, a que o "Público teve acesso, o Novo Banco diz que está em curso um processo de reestruturação e que, por isso, não é "necessário e/ou conveniente" que os trabalhadores continuem a exercer funções.

Fonte oficial do Novo Banco disse ao "Público" que “os trabalhadores que não aceitaram a rescisão tinham informação por escrito de que seriam dispensados no âmbito do processo de redução de trabalhadores que o banco está obrigado a cumprir”.

Contudo, os sindicatos não parecem convencidos destes argumentos. O Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) considera “totalmente ilegal a suspensão de funções” e apelou ao presidente do Novo Banco “que volte atrás e que permita aos trabalhadores o acesso ao banco e a condições que permitam o desempenho das suas funções habituais”.